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Especial Trajetórias: Narely de Paula, de engenheira a liderança que movimenta bilhões

Sofia Schuck

14 de março de 2025 às 16:14

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Mulher negra de muita fé, neta de duas Marias, uma rezadeira e outra poetista, e de dois Josés, que compartilhavam além do nome, o mesmo sonho: deixar a cidade natal em Minas Gerais para tentar um trabalho na Companhia Siderúrgica Nacional, no Rio.

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É assim que Narely Nicolau de Paula, que apesar da família mineira nasceu em terras cariocas, descreve a si mesma e introduz a trajetória que levou para a formação de engenharia.

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Na hora de cursar a faculdade, decidiu seguir os mesmos passos dos avôs e escolheu engenharia na PUC Rio. Na época, em 2006, estava em alta a descoberta histórica do pré-sal no Brasil, o que a levou a se especializar em petróleo.

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Hoje, aos 33 anos, Narely, como muitas mulheres, sobretudo negras, entende ter chegado a lugares que não imaginava: ao longo da carreira, estudou em universidades internacionais renomadas como Harvard e a Universidade do Kansas, e foi pesquisadora da Petrobras.

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Há 10 anos, atua como Gerente de Riscos de Petróleo na Austral Seguradora, onde foi convidada a iniciar este nicho do zero na companhia, e que há seis anos consecutivos é líder de mercado na América Latina.

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"Hoje meu papel é aceitar riscos em que eu realmente acredito. A história da Austral é também a minha, pois estou desde o inicio da abertura da carteira Lido com apólices gigantescas, o valor em risco é da ordem de bilhões", destacou.

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Fundada em 2010, a Austral nasceu com seguro-garantia e em 2013, decidiu expandir para a área de petróleo e gás. Atualmente, existem diversas coberturas para a atividade em si e toda construção de unidades para produção e extração.

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Com uma carteira sólida de clientes, incluindo a Petrobras, a executiva gerencia toda uma operação que movimenta mais de R$ 1 bilhão. 

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Segundo Narely, seu propósito na companhia vai além de viabilizar as operações, para garantir que elas sejam sustentáveis e alinhadas com o equilíbrio planetário.

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Embora a indústria do petróleo seja extrativista, Narely lembra que há muitos estudos em cursos sobre como ela é capaz de absorver carbono e atuar como um grande 'sumidouro' de gases de efeito estufa. É o caso de manguezais, sistemas naturais com este gigante potencial.

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Como referência dentro do mercado de petróleo e gás, a engenheira sempre soube que carregaria a profunda missão de ser como um 'espelho' para outras mulheres, principalmente negras.

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Para ela, é essencial apostar em redes. "Mesmo em lugares que não tenha ninguém com você, é possível fazer com que aquele lugar passe a te enxergar", disse Narely. <br /> <br />

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