Tecnologia

Relatório destaca papel das redes sociais em terremoto

Após o tremor no Equador, instrumentos como o Twitter e o Skype foram úteis ao possibilitar a difusão de informação "em poucos minutos" sobre o que ocorria


	Terremoto no Equador: o Twitter serviu para os cidadãos divulgarem imagens de desaparecidos e organizar campanhas de solidariedade
 (Henry Romero / Reuters)

Terremoto no Equador: o Twitter serviu para os cidadãos divulgarem imagens de desaparecidos e organizar campanhas de solidariedade (Henry Romero / Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de junho de 2016 às 16h04.

Quito - O Twitter, o Skype e o Facebook, entre outras redes sociais e plataformas digitais, desempenharam um papel fundamental na gestão da informação após o terremoto que castigou o Equador em abril deste ano, uma situação na qual a rapidez e a precisão na transmissão dos dados era decisiva diante da emergência.

O relatório "Terremoto no Equador - A importância da informação em catástrofes", da consultoria de comunicação Llorente e Cuenca, revela que após o tremor de terra de 16 de abril, instrumentos como o Twitter e o Skype "provaram sua utilidade" ao possibilitar a difusão de informação "em poucos minutos" sobre o que ocorria, incluindo a transmissão de fotos e vídeos.

O Twitter serviu para os cidadãos divulgarem imagens de familiares desaparecidos, organizar campanhas de solidariedade e ativar alguns TTs ("Trending Topics", os assuntos mais comentados) que foram se consolidando com o passar dos dias "e que geraram milhões de impressões", afirma o estudo, elaborado pela diretora de Llorente e Cuenca no Equador, Alejandra Rivas, e pelo diretor da área Crise da empresa, Luis Serrano.

Após a catástrofe, que deixou mais de 660 mortos e cerca de 80 mil afetados, segundo o governo, "foi a via ideal para não saturar as comunicações", afirma o estudo, ao destacar que as linhas fixas e as ADSL aguentaram melhor a avalanche de comunicação.

A baixa banda consumida pelo Twitter é uma das vantagens desta plataforma, que serviu como "Muro das Lamentações social para pedir ajuda", algo para o qual o Facebook também mostrou ser útil, segundo o trabalho, que cita o resgate de uma cidadã e suas filhas oito horas depois de o marido emitir o primeiro pedido de socorro através dessa rede.

O relatório menciona também o Skype como "meio ideal para informar que alguém está a salvo", além de ferramentas como "Google Crisis Response"; "Twitter Alerts"; "Family Links", da Cruz Vermelha e o buscador de desaparecidos dessa organização humanitária.

Os analistas indicam que neste tipo de emergência "as empresas tecnológicas costumam ser as primeiras ajudar, uma solidariedade que deveria impregnar" a ação de Responsabilidade Social Corporativa do empresariado da região afetada para "devolver à sociedade" parte do que esta lhe entrega "com sua licença para operar".

As empresas, assinalam os especialistas, deveriam se alinhar as políticas públicas de proteção civil, ajudar a divulgar mensagens de solidariedade e envolver seus funcionários nisso, além de pôr à disposição das administrações seus ativos digitais.

Outras ações das companhias deveriam ser articular canais internos de comunicação e estratégias de ajuda a seu pessoal, apoiar ações de recuperação da ordem social e mostrar que a solidariedade e os valores são parte de sua filosofia empresarial.

O trabalho faz também recomendações gerais perante este tipo de emergência, entre elas obter ajuda nos lugares estabelecidos para isso; não saturar as comunicações com chamadas de voz, videoconferências, vídeos ou fotos; optar pela comunicação por SMS, Twitter ou Facebook, se for possível, se informar pela rádio e não compartilhar informação falsa nas redes sociais.

Quanto às autoridades, aconselham que estas divulguem rapidamente telefones de informação, colocarem cartazes ou distribuam folhetos com informações básicas para "garantir o fornecimento constante de dados que ofereçam certezas".

Acompanhe tudo sobre:América LatinaDesastres naturaisEmpresasEmpresas americanasEmpresas de internetempresas-de-tecnologiaEquadorFacebookInternetRedes sociaisSkypeTerremotosTwitter

Mais de Tecnologia

X dá início a plano de vender nomes de usuários inativos como nova fonte de receita

Amazon testa ferramenta que usa IA para permitir compras em lojas de terceiros dentro de seu app

Amazon lança ferramenta no Kindle que ajuda leitores a relembrar de livros anteriores de séries

Exclusivo: Apple avalia expandir montagem de iPhones no Brasil para driblar tarifas de Trump