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Novo site é legal, não vingança, diz fundador do Megaupload

Segundo Kim Dotcom, não há argumentos jurídicos que possam ser usados para fechar o site


	Kim Dotcom, fundador do Megaupload: "Esse não é um tipo de dedo do meio para o governo dos EUA ou para Hollywood"
 (Simon Watts/Reuters)

Kim Dotcom, fundador do Megaupload: "Esse não é um tipo de dedo do meio para o governo dos EUA ou para Hollywood" (Simon Watts/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 23 de janeiro de 2013 às 12h13.

Auckland - Kim Dotcom, o fundador do site ilegal de compartilhamento de arquivos Megaupload, disse que seu novo projeto não é vingança contra as autoridades norte-americanas que planejaram uma invasão a sua casa, fecharam o Megaupload e acusaram-no de pirataria online, o que o obrigará a enfrentar pena de prisão se considerado culpado.

Dotcom disse que seu novo site, Mega.co.nz, que foi lançado no domingo mesmo enquanto ele e três colegas aguardam extradição da Nova Zelândia para os Estados Unidos, respeita a lei e alertou que tentativas de tirá-lo do ar serão fúteis.

"Esse não é um tipo de dedo do meio para o governo dos EUA ou para Hollywood", disse Dotcom à Reuters em sua espaçosa propriedade nas colinas bucólicas de Coatesville, no exterior de Auckland, Nova Zelândia, um país mais conhecido por ovelhas, rugby e o Hobbit do que por extravagantes magnatas da tecnologia.

"Legalmente, não há nada lá que poderia ser usado para nos fechar. O site é tão legítimo e tem tanto direito de existir quanto Dropbox, Boxnet e outros rivais", disse ele, referindo-se a outros sistemas de armazenagem na nuvem.

Seu advogado, Ira Rotheken, acrescentou que o lançamento do site respeita os termos das condições de fiança de Dotcom. Promotores norte-americanos argumentam que Dotcom disse em comunicado que não tinha intenção de começar outro negócio na Internet até que sua extradição fosse resolvida.

Dotcom disse que o Mega é diferente do Megaupload, já que o novo site permite que usuários controlem exatamente que usuários podem acessar os arquivos enviados, diferentemente de seus predecessor, que permitia que usuários buscassem arquivos, alguns dos quais continham conteúdo registrado supostamente sem permissão.

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