Tecnologia

Brasil quer construir anel óptico na América do Sul

Construção foi estabelecida como prioridade pelos ministros das Comunicações dos países sul-americanos, já que possibilitará aos cidadãos conexão mais rápida

Com o anel óptico interligando os países sul-americanos, o tráfego circulará diretamente entre as redes locais (ANDRE VALENTIM)

Com o anel óptico interligando os países sul-americanos, o tráfego circulará diretamente entre as redes locais (ANDRE VALENTIM)

DR

Da Redação

Publicado em 6 de fevereiro de 2012 às 19h17.

São Paulo - O Ministério das Comunicações deu mais um passo para a construção do anel que vai interligar as fibras ópticas dos países da América do Sul com o propósito de reduzir os custos de conexão.

O Brasil apresentou uma proposta técnica detalhada durante a 1ª Reunião do Grupo de Trabalho sobre Telecomunicações do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), realizada no dia 31 de janeiro, no Paraguai. Agora, o projeto será avaliado pelos países participantes.

A construção do anel ótico foi estabelecida como uma prioridade pelos ministros das Comunicações dos países sul-americanos, já que vai possibilitar aos cidadãos uma conexão mais rápida a preços mais baixos. Atualmente, o caminho percorrido pelos dados numa simples conexão à internet é extenso e caro: se um internauta do Brasil acessa um site do Chile, por exemplo, a conexão segue até um servidor nos Estados Unidos, via cabos submarinos, para, então, voltar ao Chile. Com o anel óptico interligando os países sul-americanos, o tráfego circulará diretamente entre as redes locais. A estimativa é que a interligação custará cerca de US$ 100 milhões.

O projeto apresentado pelo Brasil na reunião do Cosiplan incluiu tanto propostas para a integração física das redes já existentes nos países de fronteira quanto para sua integração lógica. Nesse último caso, trata-se de uma série de acordos de interconexão para que as redes dos países sul-americanos possam efetivamente se comunicar. Com os acordos, cada rede seria dotada de tabelas de rotas, ou seja, informações sobre o “caminho” para chegar a cada um dos outros países.

De acordo com o diretor do Departamento de Banda Larga do Minicom, Artur Coimbra, os acordos devem ser firmados assim que os países avaliarem a proposta. A expectativa é que, no prazo de um ano, seja possível fechar os acordos e fazer a ligação das redes já existentes nas fronteiras. “Muitos países já têm redes fronteira com fronteira. O tom da reunião foi que temos condições de ligar essa infraestrutura já posta a um custo relativamente baixo”, explica ele, que representou o Brasil no encontro. A construção das redes ficará a cargo da estatal de cada país – no caso do Brasil, a Telebras.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaFibra ópticaMinistério das Comunicações

Mais de Tecnologia

X dá início a plano de vender nomes de usuários inativos como nova fonte de receita

Amazon testa ferramenta que usa IA para permitir compras em lojas de terceiros dentro de seu app

Amazon lança ferramenta no Kindle que ajuda leitores a relembrar de livros anteriores de séries

Exclusivo: Apple avalia expandir montagem de iPhones no Brasil para driblar tarifas de Trump