Tecnologia

BC não tem previsão para regular pagamentos móveis

Órgão considera que os primeiros passos já estão sendo dados com acordos entre operadoras e instituições financeiras, mas reconhece que uma MP ainda está longe


	Sistema de pagamento pelo celular: "não há data nem previsão alguma: o projeto está na mão da Casa Civil", diz consultor do Banco Central
 (Visa/Divulgação)

Sistema de pagamento pelo celular: "não há data nem previsão alguma: o projeto está na mão da Casa Civil", diz consultor do Banco Central (Visa/Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de abril de 2013 às 09h50.

São Paulo - Enquanto empresas financeiras e de telecomunicações testam modelos alternativos com acordos bilaterais, o Banco Central (BC) é categórico: ainda não há previsão para a regulamentação dos pagamentos móveis. De acordo com o consultor do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban) do BC, Mardilson Fernandes Queiroz, "não há data nem previsão alguma: o projeto está na mão da Casa Civil".

Ainda assim, durante seminário Cards Payment & Identification em São Paulo nesta quarta-feira, 10, Queiroz disse que o andamento do texto "estava travado", mas não mais. "Hoje já afirmo que está dando os primeiros passos, embora ainda tenha desafios", diz.

A proposta em forma de Medida Provisória que prevê a regulamentação ainda não se concretizou, o que deixa o Banco Central frustrado. "Não temos a MP que está para sair, se é que sairá como foi desenhada. Só o Congresso vai poder dizer", declara Queiroz. O texto prevê a inclusão de todo tipo de pagamento digital, incluindo as carteiras eletrônicas (como o PayPal ou MercadoPago) e microtransações móveis por SMS/USSD ou NFC.

Vale lembrar que o Projeto de Lei criado pelo BC junto com a Anatel e o Ministério das Comunicações deveria ter as diretrizes apresentadas agora, no início de 2013, com expectativa para que a regulamentação saísse já na metade deste ano. Mas, mesmo com o atraso evidente,


Queiroz entende que existe um primeiro passo na direção dos pagamentos móveis com os testes que operadoras têm feito em parcerias com bandeiras de cartão de crédito e bancos. "Temos expectativa que (os projetos) convirjam em um modelo compartilhado", espera.

Queiroz explica que a indefinição do aspecto regulatório atrasa ainda mais a adoção de meios de pagamentos móveis. "A coisa ainda não aconteceu, mas acho que é a velocidade natural porque há conflito de interesses, resistência à mudança de 'status quo'", diz.

Para ele, a morosidade para fechar acordos se dá porque se espera cooperação entre empresas concorrentes – são quatro operadoras de telefonia celular e pelo menos seis grandes bancos, fora instituições financeiras de médio e pequeno porte. "Os conflitos são enormes sobre responsabilidade em relação ao cliente e compartilhamento de receita."

Queiroz garante que é necessário um marco regulatório, definindo a competência que ele entende que seja justamente do Banco Central. "O BC é o regulador natural para que os regulamentos sejam proporcionais", diz. Quanto às condições que as empresas vão precisar atender, Queiroz ameniza as queixas: "Quem é sério não precisa se preocupar com requerimentos, ninguém está inventando nada de novo".

Acompanhe tudo sobre:Banco Centralmeios-de-pagamentoMercado financeiropagamento-via-celular

Mais de Tecnologia

X dá início a plano de vender nomes de usuários inativos como nova fonte de receita

Amazon testa ferramenta que usa IA para permitir compras em lojas de terceiros dentro de seu app

Amazon lança ferramenta no Kindle que ajuda leitores a relembrar de livros anteriores de séries

Exclusivo: Apple avalia expandir montagem de iPhones no Brasil para driblar tarifas de Trump