Tecnologia

Atlz é LinkedIn para recém-formados

Por meio dele, os usuários podem se conectar às empresas acompanhando o anúncio de novas vagas

Paula Guedes, da Atlz; rede social quer conectar universitários e empresas
 (Divulgação/INFO)

Paula Guedes, da Atlz; rede social quer conectar universitários e empresas (Divulgação/INFO)

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Da Redação

Publicado em 19 de junho de 2012 às 22h09.

São Paulo - Idealizada pela empreendedora Paula Guedes, a rede social Atlz estreou no mercado nacional em maio deste ano com uma proposta audaciosa: ser uma rede social para conectar companhias e universitários, eliminando o intermédio das empresas de RH no processo de seleção.

Por meio dele, os usuários podem se conectar às empresas acompanhando o anúncio de novas vagas. Também é possível personalizar seu perfil, com um vídeo-currículo e compartilhando seus arquivos preferidos, por exemplo.

Na prática, é uma espécie de LinkedIn para recém-formados. No momento, o serviço conta com cerca de 2.000 vagas anunciadas em diversas áreas.

Antes de se dedicar ao projeto, Paula viveu por 11 anos nos Estados Unidos, onde trabalhou em fusões e acquisições em empresas como Morgan Stanley e Citigroup.

Veja abaixo a conversa com a empreendedora:

O que é a Atlz e como ela funciona?

Atlz.com.br é a uma rede social que conecta universitários e RH de empresas com o objetivo de democratizar o acesso às informações relacionadas à carreira.

Uma fonte rica de capital humano são as universidades, com 6 milhões de alunos. As empresas sabem disso e ampliam seus programas de trainee.

No entanto, a atração de universitários para os programas ainda é difícil, mesmo para a maioria das empresas que demonstram dificuldade em entrar nas universidades. É esse problema que tentamos solucionar.


De que forma o serviço se diferencia dos concorrentes e de outros serviços de RH?

A primeira diferença é o público que atendemos, que são jovens universitários ou recém-formados. Pelo jovem ser fluente e superativo em redes sociais, ele espera que todas suas interações na internet lhes proporcione oportunidades de dialogar com outros.

Atendendo à essa expectativa, a rede Atlz criou vagas sociais, por exemplo. Nas vagas sociais o universitário consegue fazer perguntas, dizer o que gosta sobre cada vaga, segui-las etc.

Ele também consegue seguir todas as empresas de seu interesse e ser notificado cada vez que um representante divulga vagas ou fala novidades sobre processos seletivos.

Além disso, fornecemos instrumentos para o universitário demonstrar dimensões de sua personalidade que não ficam evidentes em um currículo, como o vídeo-currículo e o compartilhamento de artigos que tem lido.

Vocês esperam fechar 2012 com quantos usuários e empresas cadastradas?

Nosso número de usuários dobrou durante o mês de abril, alcançando 15.000 universitários. Em maio fechamos duas importantes parcerias com universidades de excelência, que serão anunciadas em breve. Elas usarão a rede Atlz como principal veículo de comunicação entre empresas e candidatos. Esperamos que essas parcerias multipliquem nossa base.


Quais fatores de mercado você levou em consideração na hora de desenvolver o produto?

Inicialmente, nosso produto estava focado em fornecer conteúdo para as universidades. Porém, percebemos que os ciclos de aquisições das instituições são bastante longos. Assim, resolvemos mudar o foco e ir direto aos recém-formados.

Reformulamos o produto e lançamos uma rede social baseada na experiência do usuário.

Como você pretende monetizá-lo?

O modelo para gerar receita ainda está sendo estabelecido. Por enquanto, todos os serviços oferecidos atualmente são gratuitos. Tanto para empresas quanto para universitários e para recém-formados.

Estamos em um momento no qual existem diversos investidores procurando por ideias. Entretanto, a Atlz foi desenvolvida com capital próprio. Como você avalia esse modelo? Em quais casos o empreendedor deve arriscar a falta de um investidor e bancar do próprio bolso o desenvolvimento de sua ideia?

Essa é uma decisão muito particular e depende de muitos fatores, como perfil do empreendedor e de seus sócios, quanto cada um tem para investir, perfil de risco, se tem filhos, tipo de indústria etc.

Receber um aporte é uma parte importante de se crescer um negócio. O sócio capitalista também costuma trazer expertise, mas exige resultados de alto impacto.

De modo geral, recomendo que todo empreendedor comece com o modelo de bancar a própria ideia.

No início é sobre mobilizar pessoas certas para avaliar oportunidades – isso não custa muito, só tempo e dedicação.

Como um dos professores de empreendedorismo de Wharton falou: “Quem não tem imaginação para gastar, gasta dinheiro”. Portanto, gastem muita imaginação!

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