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Após ataque hacker, Sony reativa serviço de downloads Qriocity

O sistema serve para download de vídeos e músicas. Foi lançado em 2010 para a empresa concorrer com a americana Apple

Tanto o Qriocity quanto as redes de games online PSN e Sony Online Entertainment foram alvos de ataques em abril (David Becker/Getty Images)

Tanto o Qriocity quanto as redes de games online PSN e Sony Online Entertainment foram alvos de ataques em abril (David Becker/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 9 de junho de 2011 às 14h01.

Tóquio - A multinacional japonesa Sony confirmou nesta quinta-feira o restabelecimento completo no mundo todo, exceto no Japão, do serviço de downloads multimídia Qriocity, atacado por hackers em abril.

A empresa destacou que já estão disponíveis todos os serviços desta plataforma, suspensa após o ataque e restaurada de maneira parcial no início de junho.

Tanto o Qriocity quanto as redes de games online PlayStation Network (PSN) e Sony Online Entertainment (SOE) foram alvos de ataques em abril, o que provocou o roubo de dados de mais de 100 milhões de usuários.

A companhia pretende restabelecer o serviço Qriocity no Japão "o mais rápido possível", indicou à Agência Efe um porta-voz do grupo, que ainda não definiu uma data para isso nem explicou as razões pelas quais só no país-sede da empresa o serviço não foi plenamente restabelecido.

O Qriocity é um sistema de download de vídeos e músicas que a Sony lançou em 2010 para concorrer com a americana Apple, que lidera a distribuição global de conteúdos online.

A Sony ressaltou nesta quinta-feira que detectou uma nova brecha de segurança em seu site de venda de aparelhos eletrônicos no Japão, mas acredita que o caso não está vinculado aos ataques anteriores.

Em uma data não divulgada pela companhia, uma pessoa não autorizada teve acesso ao site e transformou pontos outorgados a 95 clientes no valor de 280 mil ienes (R$ 5,5 mil) em cupons para adquirir produtos da Sony. Os cupons, que já foram cancelados, foram obtidos introduzindo os e-mails e senhas dos usuários.

O grupo japonês abriu "uma investigação" para esclarecer o fato, mas por enquanto acredita "que se trata de um caso isolado" a respeito dos roubos de dados de abril passado, declarou o porta-voz.

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