Negócios

Vale prevê recuperar parte de embarques em 2012

Pelo menos dez navios estão aguardando nos portos do Brasil em função da falta de produto para embarcar

Dados do porto de Tubarão, no Espírito Santo, indicam que há 17 navios da mineradora no local (Agência Vale/Divulgação)

Dados do porto de Tubarão, no Espírito Santo, indicam que há 17 navios da mineradora no local (Agência Vale/Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de janeiro de 2012 às 17h40.

São Paulo - A Vale prevê recuperar ainda este ano a maior parte dos embarques de minério de ferro atrasados por conta das chuvas que vêm afetando a região Sudeste do país e que obrigaram a companhia a decretar força maior em seus contratos de minério na quarta-feira.

O diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, disse em teleconferência nesta quinta-feira que pelo menos dez navios estão aguardando nos portos do Brasil em função da falta de produto para embarcar. Dados do porto de Tubarão, no Espírito Santo, indicam que há 17 navios da mineradora no local.

O executivo ressaltou que a prioridade da Vale no abastecimento é atender a siderurgia brasileira.

"Historicamente, priorizamos o mercado interno", disse ele.

Segundo Martins, o impacto das chuvas é mais sério para clientes da Europa do que da Ásia, porque os asiáticos já foram bastante abastecidos no último trimestre.

"A questão mais urgente agora é administrar clientes europeus", disse.

A medida de força maior adotada pela mineradora em seus contratos terá impacto mínimo nas finanças da companhia, afirmou o executivo.

Martins também esclareceu que a medida pode ser mantida enquanto houver necessidade. A companhia se prepara para chuvas fortes na próxima semana.

Segundo Martins, a produção de Carajás, no Pará, já opera a plena capacidade e não pode compensar a produção insuficiente do sistema Sudeste e Sul, afetado pelas chuvas.

Ele informou que também chove bastante em Carajás, mas as chuvas não afetaram a operação da mineradora, ao menos por enquanto.

Acompanhe tudo sobre:Comércio exteriorEmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasExportaçõesIndústriaMineraçãoSiderúrgicasVale

Mais de Negócios

Elon Musk já perdeu US$ 52 bilhões em 2025, mas segue como homem mais rico do mundo

'Era claro para mim e ninguém percebia': ela antecipou o boom da IA e fundou empresa de US$ 500 mi

Durante a pandemia, ele transformou seu hobby em um negócio de US$ 6.6 mi: 'estou vivendo um sonho'

Ele faturou R$ 44 milhões carregando celulares – agora, quer repetir a dose com vinhos