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Lucro da Fibria cai 18% no 3o trimestre

A companhia teve lucro líquido de 303 milhões de reais de julho a setembro

Fábrica da Fibria: lucro da empresa caiu (Germano Luders/Site Exame)

Fábrica da Fibria: lucro da empresa caiu (Germano Luders/Site Exame)

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Da Redação

Publicado em 11 de novembro de 2010 às 08h48.

São Paulo - A maior produtora mundial de celulose, Fibria, sofreu uma queda anual de 18 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, pressionado por um resultado financeiro que foi atingido pela desvalorização do dólar sobre o real.

A companhia teve lucro líquido de 303 milhões de reais de julho a setembro, ante 368 milhões de reais um ano antes e expectativa média de cinco analistas consultados pela Reuters de 475,2 milhões de reais.

"Em comparação ao terceiro trimestre, o resultado líquido foi inferior em 18 por cento, principalmente devido ao menor resultado financeiro (...), cuja queda deveu-se ao menor resultado com variação cambial", afirma a companhia no balanço.

A empresa acrescenta que, no terceiro trimestre de 2009, o dólar se desvalorizou em 9 por cento frente ao real, contra 6 por cento no trimestre passado.

Com isso, o resultado financeiro no terceiro trimestre foi de 249 milhões de reais, ante 568 milhões de reais um ano antes.

A dívida líquida da companhia --que desde que problemas com derivativos durante a crise financeira internacional atingiu os resultados da Aracruz, que acabou se unindo à VCP para formar a Fibria-- encerrou o terceiro trimestre em 10,1 bilhões de reais, uma queda de 21 por cento sobre um ano antes e de 7 por cento sobre o segundo trimestre.

Além disso, o prazo médio de endividamento foi alongado no terceiro trimestre para 75 meses, ante 70 meses no segundo e 52 meses no terceiro quarto de 2009.

A Fibria, que exporta praticamente toda sua produção de celulose, encerrou o trimestre passado com vendas de 1,195 milhão de toneladas, queda de 6 por cento na comparação anual e de 5 por cento sobre o segundo trimestre.

A queda nas vendas na comparação anual foi compensada por um aumento de 46 por cento no preço médio da celulose em reais, o que apoiou um crescimento de 37 por cento na receita líquida do produto no período, para 1,489 bilhão de reais.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de 717 milhões de reais de julho a setembro, que se compara aos 426 milhões de reais em igual intervalo de 2009 e expectativa de analistas de 672,2 milhões de reais.

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