Negócios

Heineken foca em emergentes e não comenta oferta pela Foster's

A oferta da Heineken foi recusada pelo grupo australiano como sendo muito baixa

Analistas afirmam que a cervejaria não tem poder de fogo para fazer uma contraproposta pela Foster's depois da aquisição da Scottish e Newcastle em 2008 (Divulgação)

Analistas afirmam que a cervejaria não tem poder de fogo para fazer uma contraproposta pela Foster's depois da aquisição da Scottish e Newcastle em 2008 (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 21 de junho de 2011 às 09h58.

Amsterdã - A terceira maior cervejaria do mundo, Heineken, afirmou que seu foco fora da Europa está nos mercados emergentes, em comentário que aparentemente exclui uma contraproposta pela australiana Foster's Group.

"Se você observar nossa estratégia de expansão, temos a Europa como sede. A Europa é um mercado grande, maduro e lucrativo, mas é um mercado muito maduro, então pode-se perceber que a expansão que fazemos fora da Europa está nos mercados emergentes", disse o vice-presidente financeiro da Heineken, Rene Hooft Graafland.

"Fazer um negócio maduro fora dessa base não faz sentido. O melhor é gastar nosso dinheiro nos mercados do México, Brasil ou África, ou Ásia", acrescentou.

Ele se recusou a comentar diretamente sobre qualquer oferta pela cervejaria Foster's, que recebeu proposta de aquisição de 9,5 bilhões de dólares australianos (10,1 bilhões de dólares) em dinheiro e excluindo dívida, da SABMiller. A oferta foi recusada pelo grupo australiano como sendo muito baixa.

Analistas afirmam que a Heineken não tem poder de fogo para fazer uma contraproposta pela Foster's depois da aquisição da Scottish e Newcastle em 2008 e da compra da mexicana FEMSA Cerveza, no ano passado.

Acompanhe tudo sobre:Austráliabebidas-alcoolicasCervejasEmpresasEmpresas holandesasHeinekenNegociaçõesPaíses ricos

Mais de Negócios

Essa mulher de 27 anos começou negócio com máquina de costura de US$ 100 – hoje fatura 6 dígitos

Esse ator milionário disse ao filho de 13 anos que ele teria que trabalhar para ter tênis de luxo

Essa mulher de 41 anos abriu negócio que rende US$ 600 mil: 'É a melhor forma de ganhar dinheiro'

Esse homem de 52 anos largou o emprego, comprou empresa falida e hoje fatura US$ 103 milhões