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Crise por participação da Líbia no maior banco italiano

Diretor-executivo do UniCredit renunciou devido as criticas por permitir a entrada de capital líbio

Alessandro Profumo era o diretor-executivo do UniCredit desde 1997

Alessandro Profumo era o diretor-executivo do UniCredit desde 1997

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Da Redação

Publicado em 21 de fevereiro de 2011 às 14h30.

Roma - O diretor-executivo do maior banco italiano, UniCredit, apresentou esta terça-feira sua renúncia, após a comoção provocada pela entrada de capital procedente da Líbia na instituição, informaram fontes da imprensa local.

A renúncia de Alessandro Profumo, de 53 anos, foi anunciada e desmentida durante todo o dia e gerou o debate sobre uma eventual escalada de capital líbio no sistema bancário da península.

A saída de Profumo deve ser aprovada ainda esta terça-feira durante conselho de admnistração extraordinário, que se celebra em Milão (norte).

Segundo fontes bancárias, Profumo, que dirigia o UniCredit desde 1997, chegou a um acordo sobre as condições econômicas de sua saída após ter dirigido a entidade durante 13 anos e transformá-la em um dos maiores bancos da zona do euro.

A autoridade bursátil italiana (Consob) anunciou na semana passada que a Líbia havia aumentado em 0,5% sua participação no UniCredit.

A Líbia se tornou o primeiro acionista do banco com 7,5%, se somadas as participações do Banco Central líbio (4,988%) e do Libyan Investment Authority (LIA) com 2,59%.

Os fundos bancários italianos - acionistas históricos do Unicredit - e a rede de autoridades locais, bem como o presidente do conselho administrativo do UniCredit, Dieter Rampl, junto com os acionistas alemães (o UniCredit se uniu em 2005 com a alemã HVB), recriminam Profumo por não ter informado pessoalmente sobre as mudanças.

O peso econômico de um país tão controverso e governado pelo coronel Muamar Kadhafi gera debate na Itália, já que muitos políticos e observadores se questionam sobre a independência dos acionistas líbios e se devem ser considerados como uma única participação, com um voto único.

A Líbia ingressou no UniCredit em outubro de 2008, no auge da crise financeira.

O Banco Central italiano afirmou, na semana passada, que a participação líbia é um investimento sem fins políticos.

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