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Trump volta a chamar Bill Clinton de "predador sexual"

"Como enfatizei ontem à noite (domingo), Bill Clinton foi o maior abusador que já sentou no Salão Oval. Era um predador sexual", acusou Trump em comício


	Bill Clinton: Trump voltou nesta segunda-feira à estratégia de que a melhor defesa é um bom ataque
 (Jim Bourg/Reuters)

Bill Clinton: Trump voltou nesta segunda-feira à estratégia de que a melhor defesa é um bom ataque (Jim Bourg/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2016 às 23h07.

Washington - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, retomou nesta segunda-feira os ataques contra Bill Clinton, marido da rival democrata, Hillary, a quem qualificou de "predador sexual" em seu primeiro ato de campanha após o segundo e áspero debate de domingo.

"Como enfatizei ontem à noite (domingo), Bill Clinton foi o maior abusador que já sentou no Salão Oval. Era um predador sexual", acusou Trump em Ambridge, na Pensilvânia, em seu retorno aos comícios eleitorais após o fim de semana e o escândalo pela revelação de um vídeo de 2005 no qual o magnata fazia comentários obscenos em relação às mulheres.

O vídeo fez com que vários líderes republicanos retirassem ou dessem um passo atrás no apoio ao multimilionário para as eleições do dia 8 de novembro.

Trump voltou nesta segunda-feira à estratégia de que a melhor defesa é um bom ataque, ao dizer que "durante décadas, Hillary Clinton conheceu o comportamento predador de seu marido e, em vez de pará-lo, possibilitou que se aproveitasse de mais mulheres".

Horas antes do segundo debate com Hillary, Trump se encontrou com quatro mulheres que acusaram o ex-presidente Bill Clinton de assédio sexual: Juanita Broaddrick, Paula Jones, Kathleen Willey e Kathy Shelton.

Em discurso nesta segunda-feira, Trump, que aparece abaixo da rival nas pesquisas de intenções de voto, retomou seus temas frequentes como a crítica ao "status quo", que na sua opinião representa Hillary, e seus ataques aos veículos de imprensa.

Além disso, prometeu devolver os postos de trabalho que tinham sido transferidos ao exterior pela "nefasta" política econômica e comercial do atual presidente, Barack Obama.

"Os trabalhadores da Pensilvânia serão contratados para fazer o trabalho. Hillary Clinton preferiria dar empregos a pessoas que entram no país de maneira ilegal", disse Trump em Ambridge, uma cidade próxima a Pittsburgh, antigo centro siderúrgico do país e que foi afetado pela reconversão industrial e a globalização.

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