Mundo

Tribunal na Escócia declara "ilegal" a suspensão do Parlamento britânico

Tribunal de apelação de Edimburgo considerou que a medida de suspensão tem como "objetivo obstruir o Parlamento"

Boris Johnson no Parlamento britânico em audiência do Brexit (UK Parliament/Jessica Taylor/Reuters)

Boris Johnson no Parlamento britânico em audiência do Brexit (UK Parliament/Jessica Taylor/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 11 de setembro de 2019 às 13h55.

Última atualização em 11 de setembro de 2019 às 13h56.

Um tribunal de apelações na Escócia declarou nesta quarta-feira, 11, como "ilegal" a decisão do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de suspender os trabalhos no Parlamento durante cinco semanas até o dia 14 de outubro, dias antes da data prevista para o Brexit. Em um comunicado, o governo do Reino Unido anunciou pouco depois que vai recorrer ao Supremo Tribunal do país.

As duas câmaras do Parlamento britânico suspenderam as atividades na madrugada de terça-feira. A decisão foi justificada por Johnson pela necessidade de preparar e apresentar o programa de política nacional de seu novo Executivo. Os opositores de um Brexit sem acordo denunciaram a medida como uma tentativa de atar as mãos dos legisladores.

Nesta quarta, o tribunal de apelação de Edimburgo deu razão aos críticos do primeiro-ministro, ao considerar que a medida tem como "objetivo obstruir o Parlamento", o que levou um juiz a declarar a suspensão "ilegal".

A sentença, a primeira vitória judicial dos opositores à polêmica decisão, será objeto de um recurso de apelação imediato do governo de Johnson.

"Estamos decepcionados com a decisão de hoje e vamos apelar ao Supremo Tribunal do Reino Unido", afirma um comunicado oficial. "O governo do Reino Unido deve apresentar um programa legislativo nacional sólido. A suspensão do Parlamento é a forma legal e necessária de fazer isto."

Na semana passada, um tribunal escocês rejeitou a ação para bloquear a suspensão, apresentada por 75 parlamentares, que apresentaram um recurso contra a decisão.

Outras duas ações judiciais contra a decisão de Johnson foram apresentadas em Belfast e Londres. A primeira ainda está sendo examinada, enquanto a segunda, rejeitada na semana passada, será analisado pelo Supremo Tribunal no dia 17 de setembro.

Acompanhe tudo sobre:Boris JohnsonBrexitEscóciaUnião Europeia

Mais de Mundo

Reconstrução da Síria vai custar mais de 10 vezes o PIB do país

Secretário da Saúde de Trump diz que 20% das demissões feitas por Musk foram erros

Califórnia quer ficar isenta de represália comercial contra os EUA

Juiz ordena que imigrante deportado por engano para prisão em El Salvador retorne aos EUA