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Rússia faz acordo militar com a Abecásia

País fortaleceu seu controle sobre a província com um novo tratado que busca reforçar laços militares e econômicos


	Soldados russos: acordo despertou contrariedade e queixas contra a "anexação" por parte da Geórgia
 (Uriel Sinai/Getty Images)

Soldados russos: acordo despertou contrariedade e queixas contra a "anexação" por parte da Geórgia (Uriel Sinai/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 24 de novembro de 2014 às 17h44.

Moscou - A Rússia fortaleceu seu controle sobre a província autônoma de Abecásia nesta segunda-feira, com um novo tratado que busca reforçar laços militares e econômicos com a região, que se separou da Geórgia mas não teve sua independência reconhecida internacionalmente.

O acordo despertou contrariedade e queixas contra a "anexação" por parte da Geórgia, além de levantar suspeitas no Oeste de que as aspirações territoriais do presidente Vladimir Putin não cessaram após a tomada da península da Crimeia em março.

A media também causa preocupação entre os moradores da Abecásia, que temem que as classes abastadas russas tomem seu espaço na bela costa do país.

Com o novo tratado, os militares da Rússia e da Abecásia que atuam na região irão se unir em uma única força sob o comando dos russos. Moscou também aceitou dobrar os subsídios à província em cerca de 9,3 bilhões de rublos (mais de US$ 200 milhões) em 2015.

"Estou certo de que a cooperação, união e parceria estratégica entre Rússia e a Abecásia continuará a se fortalecer", afirmou Putin.

Soldados russos estão na Abecásia há mais de duas décadas, desde que a região de 240 mil habitantes se declarou independente da Geórgia no início dos anos 90.

Ainda assim, o acordo desta segunda-feira reflete uma tentativa clara de Moscou de ampliar sua influência e presença após uma mudança no comando da região autônoma.

O antigo líder da Abecásia, Alexander Ankvab, foi forçado a renunciar neste ano após protestos que foram supostamente encorajados por Moscou.

O novo presidente, Raul Khadzhimba, foi eleito em agosto em uma votação que a Geórgia considerou ilegal.

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