Mundo

Richardson convoca Pyongyang a permitir acesso à internet

O ex-diplomata americano e o presidente do Google realizaram uma "missão humanitária privada, independente do governo norte-americano" na Coreia do Norte

O ex-diplomata americano Bill Richardson e o presidente do Google Eric Schmidt em visita a Pyongyang (©afp.com)

O ex-diplomata americano Bill Richardson e o presidente do Google Eric Schmidt em visita a Pyongyang (©afp.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de janeiro de 2013 às 06h45.

Pequim - O ex-diplomata americano Bill Richardson, que acaba de visitar a Coreia do Norte junto ao presidente do Google, Eric Schmidt, indicou nesta quinta-feira em Pequim que convocou o regime de Pyongyang a permitir o acesso à internet e a deter os testes nucleares e disparos de mísseis.

"Encorajamos o governo norte-coreano a colocar em prática uma moratória sobre os mísseis balísticos e os eventuais testes nucleares", declarou Richardson. "Incentivamos o governo norte-coreano a desenvolver o uso da internet", acrescentou.

"Em uma época na qual o planeta está cada vez mais conectado, sua decisão de permanecer virtualmente isolado só afeta seu próprio mundo, assim como seu crescimento econômico", disse, por sua vez, o presidente do Google.

"O governo (norte-coreano) tem que agir. Deve permitir que a população tenha acesso à internet", acrescentou Schmidt.

Richardson e Schmidt realizaram uma "missão humanitária privada, independente do governo norte-americano" em Pyongyang, depois que o departamento de Estado manifestou sérias dúvidas acerca da iniciativa.

A Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo, onde o acesso à informação não oficial é quase impossível.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaCoreia do NorteDiplomaciaInternet

Mais de Mundo

Irã rejeita proposta dos EUA para negociações diretas sobre programa nuclear

Israel mata quase 50 palestinos nas últimas 24h em Gaza

Reino Unido denuncia que Israel deteve e impediu a entrada de parlamentares britânicas

Ataque russo com mísseis deixa um morto e três feridos em Kiev