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Presidente chinês quer maior controle das universidades

Segundo Xi, estabelecimentos devem "ater-se às ordens do Partido Comunista e fortalecer e promover o socialismo com características chinesas"

Estudante: o movimento representa a mais recente tentativa do Partido Comunista de levar seu dogma às aulas (AFP)

Estudante: o movimento representa a mais recente tentativa do Partido Comunista de levar seu dogma às aulas (AFP)

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AFP

Publicado em 9 de dezembro de 2016 às 08h28.

O presidente chinês Xi Jinping defendeu um maior controle ideológico nas universidades do país, informa a imprensa estatal nesta sexta-feira, em um momento de crescente inflexibilidade contra a divergência de opiniões e a liberdade acadêmica.

Os estabelecimentos de ensino superior devem "ater-se às ordens do Partido Comunista e fortalecer e promover o socialismo com características chinesas", afirmou Xi em um encontro sobre ideologia e política que terminou na quinta-feira, indicou a agência estatal de notícias Xinhua.

O movimento representa a mais recente tentativa do Partido Comunista de levar seu dogma às aulas, aumentando os temores de uma restrição ainda maior da já limitada liberdade de cátedra na China.

As universidades devem integrar um "trabalho ideológico" em todo o processo educacional dos estudantes, insistiu Xi, que pediu a inclusão de mais conteúdo relacionado com a teoria marxista.

As universidades chinesas estão "sob a liderança do Partido Comunista (...) o ensino superior deve ser guiado pelo marxismo", completou.

No mandato de Xi, a repressão da liberdade de expressão, especialmente na internet, aumentou consideravelmente e centenas de advogados foram detidos pelo trabalho em casos de direitos civis considerados sensíveis pelas autoridades.

De modo concreto, as universidades se transformaram em um novo campo de batalha pelo exercício do controle do Partido Comunista Chinês.

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