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Metrô de Madri investiga conduta preconceituosa da segurança

Documentos internos da segurança determinavam que agentes pedissem para que músicos, mendigos e homossexuais apresentassem suas passagens


	Manifestação: ativistas de grupo LGBT participam de 'beijaço' na Porta do Sol, em Madri
 (AFP/ Pierre-Philippe Marcou)

Manifestação: ativistas de grupo LGBT participam de 'beijaço' na Porta do Sol, em Madri (AFP/ Pierre-Philippe Marcou)

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Da Redação

Publicado em 19 de fevereiro de 2015 às 17h13.

Madri - A direção do metrô de Madri abriu uma investigação após a descoberta de um documento interno convidando os guardas a vigiar particularmente indivíduos homossexuais, mendigos e músicos, informou nesta quinta-feira a companhia pública.

"Uma investigação interna foi aberta pela administração logo que tomou conhecimento do documento", disse à AFP um porta-voz do metrô de Madri.

"É deplorável e vamos tomar uma série de medidas para identificar os responsáveis", acrescentou, observando que o diretor-geral do metrô se reunirá na segunda-feira com grupos de defesa dos direitos homossexuais para "pedir desculpas pessoalmente".

"Uma pessoa foi identificada. Um procedimento disciplinar será iniciado contra ela". "Este não é um documento oficial. Trata-se de uma carta de um empregado enviada para a empresa de segurança", assegurou.

"Queremos saber quem são os superiores que não viram (este documento) ou que concordaram" com a sua disseminação, acrescentou.

Mas, para o sindicato UGT, trata-se de "um documento oficial" entre as normativas fornecidas para o pessoal de segurança.

"Estes são documentos internos enviados para grupos de segurança para determinar suas ações, e determina que os agentes devem pedir para que músicos, mendigos e homossexuais apresentem suas passagens", assegurou Teodoro Piñuela, porta-voz da UGT-Madri para os transportes.

"Os agentes se opõem fortemente a esta instrução, porque têm de controlar todas as pessoas. E por que não freiras e padres?".

O coletivo de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais de Madri (COGAM) expressou "surpresa e indignação" em relação a estas instruções, consideradas prejudiciais "para a igualdade reconhecida na Constituição e que convida os controladores do metrô de Madri a adotar um comportamento homofóbico".

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