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Kremlin nega acordo de Putin com Poroshenko para cessar-fogo

A presidência da Ucrânia anunciou que se chegou a um acordo de cessar-fogo permanente no leste do país após a conversa desta manhã entre os dois líderes


	Putin e Poroshenko: "a Rússia não pode acertar um cessar-fogo porque não é parte no conflito armado", disse porta-voz de Klemlin
 (Sergei Bondarenko/Presidência do Cazaquistão/Pool/Reuters)

Putin e Poroshenko: "a Rússia não pode acertar um cessar-fogo porque não é parte no conflito armado", disse porta-voz de Klemlin (Sergei Bondarenko/Presidência do Cazaquistão/Pool/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2014 às 07h26.

Moscou - O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, desmentiu nesta quarta-feira que o acordo para um cessar-fogo no leste da Ucrânia, anunciado por Kiev, tenha sido fechado entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Petro Poroshenko.

"Putin e Poroshenko tentaram realmente os passos para favorecer um cessar-fogo entre as milícias e as forças ucranianas. Mas a Rússia não pode acertar um cessar-fogo porque não é parte no conflito armado", disse Peskov à agência "RIA Novosti".

A presidência da Ucrânia anunciou que se chegou a um acordo de cessar-fogo permanente no leste do país após a conversa desta manhã entre os dois líderes.

"O resultado da conversa foi um acordo sobre um cessar-fogo permanente no Donbass (região que abrange as regiões rebeldes de Donetsk e Lugansk)", assinala um comunicado publicado no site oficial da presidência ucraniana.

Pouco antes, o porta-voz do Kremlin antecipava que os dois líderes "trocaram opiniões sobre o que é preciso fazer em primeiro lugar para pôr fim o mais rápido possível ao derramamento de sangue no sudeste da Ucrânia".

O anúncio do acordo sobre o cessar-fogo acontece no meio de uma bem-sucedida contra-ofensiva das milícias pró-russas no leste do país, que em pouco mais de uma semana recuperaram dezenas de localidades controladas pelas forças de Kiev e abriram uma terceira frente no sul da região de Donetsk.

Além disso, o acordo chega às vésperas de a União Europeia aprovar uma nova rodada de sanções contra a Rússia por causa de sua crescente intervenção na crise da Ucrânia. 

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