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Justiça arquiva acusações de corrupção contra prefeito de Nova York após pedido do governo Trump

A decisão veio após uma solicitação do Departamento de Justiça, que pediu o arquivamento do processo por seu suposto efeito sobre as medidas anti-imigração na cidade

O prefeito de Nova York, Eric Adams  (Eugene Gologursky/Getty Images)

O prefeito de Nova York, Eric Adams (Eugene Gologursky/Getty Images)

Agência o Globo
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Publicado em 2 de abril de 2025 às 14h11.

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O juiz Dale Ho, do Tribunal Distrital do Sul de Nova York, determinou nesta quarta-feira o arquivamento das acusações de corrupção contra o prefeito de Nova York, Eric Adams.

A decisão veio após uma solicitação do Departamento de Justiça (DOJ), sob o comando do governo do presidente Donald Trump, que pediu o arquivamento do processo por seu suposto efeito sobre as medidas anti-imigração na cidade.

O magistrado concordou com o pedido, mas recusou a possibilidade de reabertura futura do caso, contrariando a intenção inicial do DOJ.

— O DOJ não está buscando encerrar esse caso de uma vez por todas. Em vez disso, seu pedido, se deferido, deixaria o prefeito Adams aberto a uma nova acusação a qualquer momento e por qualquer motivo — disse Ho. Por isso, ele determinou o arquivamento completo da denúncia, o “que significa que o governo não pode apresentar as acusações na denúncia contra o prefeito”.

Eric Adams enfrentava acusações de financiamento ilegal de campanha e recebimento de subornos de autoridades e empresários da Turquia. O caso, que tramitava desde setembro do ano passado, provocou a renúncia de vários promotores — entre eles a da principal promotora em exercício do tribunal nova-iorquino Danielle Sassoon, designada pelo presidente republicano — embora o prefeito tenha mantido sua postura de inocência e se recusado a renunciar ao cargo.

Segundo o DOJ, as acusações atrapalhavam a atuação do prefeito democrata no combate à imigração irregular na cidade, que abriga cerca de 8,5 milhões de habitantes, e interferiam diretamente em sua campanha à reeleição, prevista para novembro de 2025.

A solicitação de arquivamento, feita em fevereiro por Emile Bove, vice do DOJ e ex-advogado de Trump, foi interpretada como uma intervenção direta do governo federal em um dos tribunais mais tradicionais de Manhattan, acostumado a lidar com casos de autoridades.

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