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Israel rejeita conferência mundial de paz proposta pela França

Segundo comunicado, "Um acordo (de paz) só virá através de negociações diretas entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP)"

Israel: país se nega a internacionalizar a solução do conflito (Jack Guez/AFP)

Israel: país se nega a internacionalizar a solução do conflito (Jack Guez/AFP)

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EFE

Publicado em 7 de novembro de 2016 às 11h39.

Jerusalém - Israel rejeitou nesta segunda-feira participar da conferência internacional pela paz organizada pela França e pediu ao governo em Paris que não promova o encontro, conforme um comunicado assinado pelo chefe interino do Conselho de Segurança Nacional israelense, Jacob Nagel, e pelo assessor do primeiro-ministro, Isaac Molho, entregue ao enviado francês da União Europeia (UE), Pierre Vimont, em visita a Jerusalém.

"Um acordo (de paz) só virá através de negociações diretas entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Israel espera que a França não promova uma conferência ou um processo contra a posição oficial do Estado de Israel. A promoção de uma conferência deste tipo prejudicaria gravemente a possibilidade de antecipar o processo de paz, já que permitirá a Abu Mazen (sobrenome de Mahmoud Abbas) e à Autoridade Palestina a continuar evadindo da decisão de entrar em negociações diretas", diz o texto.

O enviado especial chegou hoje a Jerusalém para debater a iniciativa de paz que está sendo promovida pela França e que inclui a organização de um fórum internacional antes do final do ano.

Israel se nega a internacionalizar a solução do conflito e defende que a negociação deve ser bilateral e outras partes não devem ter nem voz nem voto. Os palestinos, no entanto, consideram esgotada a via de negociação bilateral e entendem que uma solução que colocará fim a todas as disputas e alcançará o estabelecimento definitivo do Estado palestino virá apenas da comunidade internacional.

Hoje à tarde, Vimont irá a Ramala para se reunir na Muqata (palácio presidencial) com Abbas e tentar abordar a conferência proposta pelo governo francês há mais de um ano.

O próprio presidente da França, François Hollande, assinalou que o encontro, proposto em um primeiro momento para maio deste ano, é necessário porque, "se a França não assumir uma iniciativa forte", o que ocorrerá é que "continuarão a colonização, os ataques terroristas, um certo número de conflitos" e os palestinos levarão o contencioso perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O chefe do Executivo francês explicou que o objetivo é "criar os parâmetros que permitam que israelenses e palestinos se reúnam na mesa de negociações".

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