Israel: A proposta, que tem sido considerada há anos, tem que ser revisada pelos deputados no Parlamento (Knesset) (Ronen Zvulun/Reuters)
EFE
Publicado em 7 de maio de 2017 às 13h37.
Última atualização em 7 de maio de 2017 às 16h04.
Jerusalém - O governo de Israel deu sinal verde neste domingo a uma emenda na lei do estado-nação para eliminar o árabe como língua oficial e conceder a ele um "status especial" dentro do país, proposta que agora será submetida a votação no Parlamento.
O Comitê de Legislação Ministerial defendeu durante sua reunião manter o hebraico como idioma oficial e que Israel é "o Estado-nação do povo judeu", para o que é "exclusivo" o direito à autodeterminação neste território, informou o jornal "Haaretz".
A proposta, que tem sido considerada há anos, tem que ser revisada pelos deputados no Parlamento (Knesset). Esse é o resultado de um debate criado precisamente para dar caráter de lei à ideia de que Israel é o Estado-nação do povo judeu, uma noção que conta com o apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e que foi amplamente debatida no passado.
O promotor deste projeto, Avi Ditcher, deputado do partido encabeçado por Netayahu, parabenizou por este "grande passo para estabelecer identidade".
Os árabes-israelenses no país, a maioria palestina com nacionalidade israelense, compõem uma minoria próxima a 20% da população que em diversas ocasiões denunciou ser discriminada por instituições oficiais.
O novo projeto de lei diz que aqueles que falam árabe "têm direito a serviços estatais com idioma acessível" e estabelece que "cada morador de Israel, sem distinção de religião ou origem, tem direito a trabalhar para preservar sua cultura, herança, linguagem e identidade".