Carro destruído após incêndio na Austrália: as chamas arrasaram mais de 12,5 mil hectares de terreno (Brenton Edwards/AFP)
Da Redação
Publicado em 6 de janeiro de 2015 às 06h32.
Sydney - Os incêndios que atingem o sul da Austrália desde a última sexta-feira causaram até agora 134 feridos, um deles em estado grave, e incineraram ou danificaram severamente 38 imóveis, segundo informações oficiais divulgadas nesta terça-feira.
O premiê do estado da Austrália do Sul, Jay Weatherill, explicou aos jornalistas que os feridos foram tratados por diversos sintomas, desde irritações nos olhos a lesões sérias, como no caso de um homem que foi atingido por uma árvore.
Do total de feridos, 23 deles foram hospitalizados, mas a maioria já recebeu alta.
Weatherill também informou que pelo menos 38 imóveis, quatro estabelecimentos comerciais e 125 construções agrícolas foram destruídos ou seriamente danificados pelas chamas, que arrasaram mais de 12,5 mil hectares de terreno em um incêndio que é considerado um dos piores em mais de uma década.
A cidade de Kersbrook, a 35 quilômetros ao nordeste da cidade de Adelaide, foi a mais afetada com 12 casas incineradas.
Até o momento, 40 ovelhas e 14 vacas morreram nas chamas, enquanto outros 51 ovinos e sete bovinos foram sacrificados.
Já o número de animais selvagens que morreram por consequência desses incêndios florestais ainda é desconhecido.
Os bombeiros lutam para conter as chamas que dentro de um perímetro de 200 quilômetros diante das previsões de temperaturas de 38 graus para a quarta-feira, além de ventos e tempestades.
O chefe dos bombeiros rurais da Austrália do Sul, Greg Nettleton, disse em entrevista coletiva que suas equipes realizaram 'avanços significativos' na contenção dos focos e se mostrou confiante que poderão enfrentar as condições de amanhã.
As altas temperaturas durante o verão australiano contribuíram nos últimos anos para o aumento dos incêndios na Austrália, uma situação que os cientistas relacionam, em parte, ao aquecimento global causado pelas mudanças climáticas.