Mundo

Hezbollah afirma que ataques são alerta para Israel

Ataques feitos pelo Hezbollah que mataram dois soldados israelenses esta semana são sinal de alerta a Israel, afirmou o líder do movimento libanês nesta sexta

Hassan Nasrallah: Jerusalém irá pagar o preço por operações militares em países vizinhos, disse o líder (Khalil Hassan/Reuters)

Hassan Nasrallah: Jerusalém irá pagar o preço por operações militares em países vizinhos, disse o líder (Khalil Hassan/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 30 de janeiro de 2015 às 18h15.

Beirute - Os ataques feitos pelo Hezbollah que mataram dois soldados israelenses esta semana são um sinal de alerta a Israel, afirmou o líder do movimento libanês nesta sexta-feira.

Segundo Hassan Nasrallah, Jerusalém irá pagar o preço por operações militares em países vizinhos.

Em discurso televisionado, Nasrallah afirmou que o Hezbollah não teve opção senão retaliar as mortes de seis milicianos do grupo e um general iraniano, que morreram em um ataque aéreo na cidade de Quneitra, há duas semanas.

Israel não assume nem nega a autoria do ataque.

"Isto é para mostrar a Israel que eles não podem matar pessoas e se sentirem seguros", afirmou Nasrallah.

"Desde a primeira hora ficou claro (...) que precisávamos responder."

As escaramuças entre o Hezbollah e Israel esta semana levantaram temores de que a violência poderia escalar novamente na região.

Em 2006, um ataque do grupo a uma unidade de blindados israelenses levou a um conflito de 34 dias, e custou a vida de 1.110 libaneses e 165 israelenses.

Hoje, quando Nasrallah fez seu discurso, a tensão entre os dois lados já havia dissipado em grande medida, e um conflito não era mais iminente.

Na quinta-feira, o ministro de Defesa israelense afirmou que o grupo libanês havia pedido um cessar fogo através de intermediários da Nações Unidas. Fonte: Associated Press.

Acompanhe tudo sobre:Conflito árabe-israelenseHezbollahIsrael

Mais de Mundo

EUA afirmam que 'mais de 50 países' já pediram revisão das tarifas de Trump

Israel ataca Hezbollah no sul do Líbano durante visita de enviada dos EUA

Macron propõe "ações fortes" contra a Rússia se continuar "dando as costas à paz"

Irã rejeita proposta dos EUA para negociações diretas sobre programa nuclear