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Conheça os cinco planetas anões do nosso sistema solar

Descubra as características e curiosidades sobre os planetas anões que compõem nosso sistema solar.

Além de Plutão, existem outros 4 planetas anões no Sistema Solar

Além de Plutão, existem outros 4 planetas anões no Sistema Solar

Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 19h48.

O Sistema Solar é composto pelo Sol e por uma variedade de corpos celestes que orbitam ao seu redor, incluindo planetas, luas, asteroides e cometas. Entre esses corpos, destacam-se os planetas anões, uma categoria definida em 2006 pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês).

Para ser classificado como planeta anão, um objeto deve orbitar o Sol, possuir massa suficiente para ter forma quase esférica, não ser satélite de outro corpo e não ter "limpado" sua órbita de outros detritos. Atualmente, a IAU reconhece cinco planetas anões em nosso sistema solar, segundo o site Britannica: Ceres, Plutão, Éris, Haumea e Makemake. Conheça mais sobre eles.

Plutão

Descoberto em 1930, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar até 2006, quando a nova definição da IAU o reclassificou como planeta anão. O nome Plutão vem do deus romano do submundo.

Localizado no Cinturão de Kuiper, uma região além da órbita de Netuno repleta de pequenos corpos gelados, este possui cinco satélites naturais conhecidos: Caronte, que é quase igual a Plutão em tamanho, além de Nix, Hidra, Cérbero e Estige.

A reclassificação de Plutão gerou debates na comunidade científica e aumentou o interesse por estudos sobre os limites do nosso sistema planetário.

Éris

Descoberto em 2005, Éris é um planeta anão localizado também no Cinturão de Kuiper. Sua descoberta desempenhou um papel crucial na reavaliação do status planetário de Plutão, pois Éris possui características semelhantes e, inicialmente, acreditava-se que fosse maior que o outro planeta.

Éris foi nomeado em homenagem à deusa grega da discórdia, que causou a famosa briga entre deusas que iniciou a Guerra de Troia. Sua única lua conhecida, Disnomia, leva o nome de sua filha, a deusa da desordem.

Sua órbita é altamente excêntrica, levando-o a distâncias consideráveis do Sol, o que torna seu estudo um desafio para os astrônomos.

Ceres

Ceres é o menor e mais próximo dos planetas anões, localizado no Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter. Descoberto em 1801, foi inicialmente classificado como planeta, depois como asteroide, até ser reclassificado como planeta anão em 2006.

O nome Ceres vem da deusa romana da agricultura, que era a deusa patrona da Sicília, começando a tradição de nomear os asteroides do cinturão principal com nomes de personagens femininas da mitologia greco-romana.

Ceres não possui satélites naturais conhecidos. Missões espaciais, como a sonda Dawn da NASA, revelaram a presença de água gelada em sua superfície, levantando questões sobre a possibilidade de atividade geológica e até mesmo de condições favoráveis à vida microbiana em seu passado.

Haumea

Haumea, descoberto em 2004, distingue-se por sua forma elipsoidal incomum, resultado de sua rápida rotação. Ele foi nomeado em homenagem à deusa havaiana do nascimento e da fertilidade.

Localizado no Cinturão de Kuiper, Haumea possui duas luas conhecidas: Hiʻiaka e Namaka, que levam os nomes das filhas da deusa. Acredita-se que sua composição seja predominantemente rochosa, com uma camada superficial de gelo.

Estudos sugerem que Haumea pode ter passado por colisões catastróficas no passado, contribuindo para sua forma atual e para a formação de suas luas.

Makemake

Makemake, descoberto em 2005, também reside no Cinturão de Kuiper. É conhecido por sua superfície coberta de metano, etano e possivelmente nitrogênio gelado, o que lhe confere uma coloração avermelhada.

Cientistas o descobriram logo após a Páscoa, em 2005, e o apelidaram temporariamente de “Easterbunny” ("Coelho da Páscoa", em tradução livre). Seu nome oficial veio do deus da fertilidade dos Rapa Nui, que são os povos nativos da Ilha de Páscoa.

Em 2016, foi descoberta uma pequena lua orbitando Makemake, provisoriamente chamada de MK2. A presença dessa lua oferece aos cientistas a oportunidade de estudar melhor a massa e a densidade de Makemake, fornecendo insights sobre sua composição e formação.

É possível existir vida nos planetas anões?

A possibilidade de existir vida nos planetas anões ainda é incerta, mas alguns deles apresentam características que despertam o interesse dos cientistas. Para que um corpo celeste tenha condições de abrigar vida, ele precisa possuir elementos fundamentais, como água líquida, fontes de energia e compostos orgânicos.

Atualmente, o planeta anão Ceres é o candidato mais promissor, pois estudos indicam a presença de água gelada em sua superfície e vestígios de moléculas orgânicas. A sonda Dawn, da NASA, encontrou evidências de atividade geológica recente, sugerindo que pode haver água subterrânea em estado líquido – um fator crucial para a vida microbiana.

Já em Plutão, a sonda New Horizons revelou sinais de uma possível camada de água líquida abaixo de sua crosta gelada. Apesar das temperaturas extremamente baixas, a presença de um oceano subterrâneo poderia criar um ambiente habitável para formas de vida microscópicas, semelhantes às que sobrevivem em condições extremas na Terra.

Os outros planetas anões, como Éris, Haumea e Makemake, possuem temperaturas muito baixas e atmosferas finas ou inexistentes, tornando a vida, como a conhecemos, altamente improvável.

Embora nenhuma evidência concreta de vida tenha sido encontrada até o momento, a exploração dos planetas anões continua sendo fundamental para entender melhor as condições que podem favorecer a existência de organismos em outros corpos do sistema solar.

Por que você deve saber disso?

Compreender os planetas anões enriquece nosso conhecimento sobre a diversidade e a complexidade do Sistema Solar.

Estudar esses corpos celestes fornece pistas valiosas sobre a formação e a evolução do nosso sistema planetário, além de desafiar e refinar as definições e classificações astronômicas.

Além disso, a exploração desses mundos distantes inspira a curiosidade científica e destaca a importância da pesquisa espacial na busca por respostas sobre nossa origem e lugar no cosmos.

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