Donald Trump: presidente dos Estados Unidos vai anunciar uma série de tarifas nesta quarta-feira (Andrew Harkik/AFP)
Agência de Notícias
Publicado em 2 de abril de 2025 às 15h36.
Última atualização em 2 de abril de 2025 às 15h37.
O governo dos Estados Unidos vai impor na próxima sexta-feira uma tarifa de 25% sobre latas de alumínio usadas para embalar cerveja, segundo informou nesta quarta o Departamento de Comércio.
A nova tarifa, que afetará tanto as latas de cerveja que entram nos EUA quanto as latas de alumínio vazias importadas para serem envasadas no país, entrará em vigor às 12h01 (hora local), de acordo com um aviso do Departamento de Comércio publicado no Federal Register, o diário oficial do governo dos EUA.
Esta medida atualiza as tarifas de 25% que os EUA já impuseram sobre as importações de aço e alumínio em 12 de março.
Naquela ocasião, as restrições afetaram particularmente Brasil, México, Coreia do Sul e Vietnã, no setor de aço, e Emirados Árabes Unidos, Rússia e China, no setor de alumínio.
No entanto, o maior perdedor foi o Canadá, um dos principais fornecedores de ambos os metais para os Estados Unidos.
No caso das latas de alumínio, os países mais afetados serão México, Canadá, Alemanha, China e França, segundo dados do Observatório da Complexidade Econômica (OEC, na sigla em inglês), plataforma on-line de visualização e distribuição de dados sobre comércio internacional.
Especificamente, em 2023, os Estados Unidos importaram US$ 411 milhões em latas de alumínio, tornando-se o quinto maior importador mundial deste produto.
Seus principais fornecedores foram México (US$ 169 milhões), Canadá (US$ 55 milhões), Alemanha (US$ 28,3 milhões), China (US$ 24,2 milhões) e França (US$ 19,3 milhões).
Desde que retornou à Casa Branca em 20 de janeiro, o presidente americano, Donald Trump, aprovou várias rodadas de tarifas com o objetivo de acabar com os déficits comerciais de seu país e colocar "a América em primeiro lugar".
Nesta quarta, 2 de abril, data que ele apelidou de "Dia da libertação" dos Estados Unidos, ele planeja anunciar novas tarifas que podem afetar vários países, da União Europeia ao México, passando por Canadá e Índia, com o risco de desestabilizar os mercados financeiros.