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FBI apreendeu documentos ultrassecretos e secretos que Trump levou da Casa Branca

Agentes do FBI recuperaram documentos marcados como "ultra secretos", que Trump teria levado para sua propriedade na Flórida, após deixar a Casa Branca em janeiro de 2021

Donald Trump: O mandado de busca na residência do ex-presidente indica três crimes federais que o Departamento de Justiça americano está analisando como parte de sua investigação (AFP/AFP)

Donald Trump: O mandado de busca na residência do ex-presidente indica três crimes federais que o Departamento de Justiça americano está analisando como parte de sua investigação (AFP/AFP)

Drc

Da redação, com agências

Publicado em 12 de agosto de 2022 às 17h30.

Última atualização em 12 de agosto de 2022 às 17h41.

A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira, 12, os documentos judiciais sobre os motivos da operação de busca e apreensão sem precedentes ocorrida esta semana na mansão do ex-presidente Donald Trump na Flórida.

O mandado de busca na residência de Trump indica três crimes federais que o Departamento de Justiça americano está analisando como parte de sua investigação: violações da Lei de Espionagem, obstrução da justiça e manipulação criminal de registros governamentais

Agentes do FBI recuperaram 11 documentos marcados como "ultrassecretos" e "secretos" e "confidenciais", que Trump teria levado para sua propriedade na Flórida, após deixar a Casa Branca em janeiro de 2021. No total, a busca levou 20 caixas, além de fotos, conjuntos de materiais governamentais confidenciais e pelo menos uma nota manuscrita.

Entre os itens apreendidos pelos agentes federais está um documento sobre o perdão de Roger Stone, um aliado de Trump que foi condenado em 2019 por mentir no Congresso americano.

A diligência, classificada de "operação política" por simpatizantes do magnata republicano, foi realizada na segunda-feira na residência de Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach, por agentes do FBI, a polícia federal investigativa dos EUA.

O operação de segunda-feira foi a primeira na história dos Estados Unidos na casa de um ex-presidente. Indignado, Trump disse na segunda-feira na Truth Social que seus advogados estavam cooperando "plenamente" com as autoridades quando, "de repente, e sem aviso prévio, Mar-a-Lago foi invadida, às 6h30, por uma quantidade MUITO grande de agentes".

Em particular, se queixou de que os policiais "revistaram os armários da primeira-dama" Melania Trump, "e vasculharam suas roupas e artigos pessoais". Na quarta, ele já havia sugerido que o FBI poderia ter "plantado" provas falsas contra si durante a operação. 

Em interrogatório de quatro horas no escritório da procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, que investiga as práticas comerciais da Organização Trump. Segundo a imprensa americana, o ex-presidente invocou mais de 400 vezes o seu direito a não responder preguntas consagrado na Quinta Emenda da Constituição.

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