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EUA afirma que Putin autorizou ação para prejudicar campanha de Biden

Série de operações no ano passado tinha o objetivo de prejudicar a campanha presidencial de Joe Biden e apoiar a reeleição de Donald Trump com a disseminação de desinformação

 (Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin/Reuters)

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EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 16 de março de 2021 às 19h57.

Última atualização em 16 de março de 2021 às 20h00.

O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma série de operações no ano passado com o objetivo de prejudicar a campanha presidencial de Joe Biden e apoiar a reeleição de Donald Trump com a disseminação de desinformação, informou um relatório de serviços de inteligência dos EUA nesta terça-feira, 16. O documento também encontrou ações similares do Irã, mas não da China.

Putin autorizou "operações de influência destinadas a prejudicar a candidatura do presidente Biden e do Partido Democrata, apoiando o ex-presidente Trump, minando a confiança pública no processo eleitoral e exacerbando as divisões sociopolíticas nos EUA", revelou o relatório.

O relatório não encontrou evidências de que os votos foram alterados por meios técnicos, rejeitando alegações falsas de elaboradas conspirações espalhadas pelo ex-presidente Trump e seu aliados.

Diferente do que se acreditava, os especialistas em inteligência também descobriram que a China não implantou operações para afetar o resultado da eleição de Trump-Biden. As agências de inteligência dos EUA encontraram outras tentativas de influenciar eleitores com informações de Irã, Cuba, Venezuela e também do Hezbollah.

O documento diz que o Irã "realizou uma campanha de influência secreta multifacetada destinada a minar as perspectivas de reeleição do ex-presidente Trump - embora sem promover diretamente seus rivais - minar a confiança do público no processo eleitoral e nas instituições dos EUA, e semear divisão e exacerbar as tensões sociais no EUA".

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