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Comitê da Basileia quer remuneração detalhada de executivos

Os bancos precisariam revelar informações como o total de bônus pago durante o ano financeiro e as ações oferecidas como remuneração aos executivos.

Novo plano de bônus do Goldman Sachs permite ao banco tomar de volta remuneração de funcionário que assumir muito risco.

Novo plano de bônus do Goldman Sachs permite ao banco tomar de volta remuneração de funcionário que assumir muito risco.

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Da Redação

Publicado em 27 de dezembro de 2010 às 17h04.

Zurique - Os supervisores do sistema bancário mundial acreditam que os bancos deveriam revelar mais sobre como a remuneração de seus executivos está atrelada ao desempenho da instituição financeira, depois que o tema dos bônus dos profissionais do setor veio à tona durante a crise financeira e econômica global.

Sob novas propostas, os bancos deveriam revelar informações qualitativas e quantitativas sobre suas práticas de remuneração, disse nesta segunda-feira o Comitê da Basileia para Supervisão Bancária, em um documento consultivo.

Para o Comitê, isso permitiria aos participantes do mercado terem acesso, entre outras coisas, à estratégia da instituição financeira e sua posição de risco.

Os bancos também precisariam revelar o total de bônus pago durante o ano financeiro e as ações oferecidas como remuneração aos executivos.

Comentários ao documento do Comitê da Basileia devem ser enviados até 25 de fevereiro de 2011.

Na semana passada, o Goldman Sachs estabeleceu um novo plano de bônus de longo prazo que permite que o banco tome de volta a remuneração distribuída ao funcionário caso ele assuma muito risco. Assim, a instituição financeira tenta assegurar que seus executivos não assumam riscos imprudentes.

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