Soldados americanos tiram fotos com o presidente Barack Obama durante sua visita a uma base aérea dos EUA em Cabul, no Afeganistão (Jonathan Ernst/Reuters)
Da Redação
Publicado em 27 de maio de 2014 às 21h47.
Washington - O chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Denis McDonough, pediu ao conselheiro da Casa Branca para investigar como o nome de um oficial do alto escalão da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) no Afeganistão foi divulgado em uma lista entregue à mídia, disse uma porta-voz nesta terça-feira.
A Casa Branca incluiu o nome inadvertidamente entre os de participantes de uma reunião militar com o presidente norte-americano, Barack Obama, durante uma viagem à base aérea de Bagram, em Cabul, no domingo. A identidade de funcionários da CIA normalmente é secreta.
A Casa Branca se recusou a comentar o incidente até esta terça-feira.
“O chefe de gabinete pediu ao conselheiro da Casa Branca, Neil Eggleston, que investigue o que aconteceu e se reporte a ele, com recomendações sobre como o governo pode aprimorar processos e garantir que algo assim não volte a acontecer”, disse a porta-voz da Casa Branca, Caitlin Hayden, em um comunicado.
O vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Tony Blinken, falando à rede de TV CNN nesta terça-feira, recusou comentar se o funcionário da CIA será forçado a deixar o Afeganistão.
“A segurança desta pessoa é o principal em nossas mentes, e cuidaremos disso”, afirmou Blinken.
O funcionário foi incluído no documento entregue a um grupo de repórteres e outras autoridades não presentes na viagem. A lista de distribuição de tais documentos tem mais de seis mil destinatários.
Um repórter do jornal The Washington Post que viajava como parte do grupo de jornalistas notou o nome e, depois de avisar sobre equívoco, a Casa Branca emitiu uma nova lista omitindo o nome do funcionário.