Karoline Leavitt: porta-voz da Casa Branca disse que as tarifas anunciadas na quarta-feira por Trump são "ótimas notícias" para os trabalhadores da indústria automobilística (Chip Somodevilla/Getty Images)
Agência de Notícias
Publicado em 27 de março de 2025 às 17h26.
Última atualização em 27 de março de 2025 às 18h00.
O governo do presidente Donald Trump defendeu nesta quinta-feira que as tarifas que imporá aos carros fabricados fora dos Estados Unidos servirão para fortalecer a indústria nacional e criar empregos no país.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que as tarifas anunciadas na quarta-feira por Trump são "ótimas notícias" para os trabalhadores da indústria automobilística americana.
"Queremos mais empregos, mais produtos fabricados aqui nos Estados Unidos, o que, no final das contas, significa mais dinheiro no bolso do povo americano", declarou.
Leavitt também afirmou que o líder do poderoso sindicato United Auto Wokers (UAW), Shawn Fain, que apoiou Kamala Harris, do Partido Democrata, na última eleição presidencial vencida por Trump, aplaudiu a medida.
Fain disse em um comunicado que a medida "põe fim ao desastre do livre-comércio que devastou as comunidades da classe trabalhadora por décadas".
Trump anunciou na quarta-feira que aplicará tarifas de 25% sobre todos os carros fabricados fora dos Estados Unidos a partir de 2 de abril, uma nova medida que aumenta a guerra comercial lançada por seu governo.
As peças automotivas fabricadas no México e no Canadá serão temporariamente isentas das tarifas, de acordo com o acordo de livre comércio USMCA.
Por sua vez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse na quinta-feira que, depois de 2 de abril, dará uma "resposta abrangente" a todas as tarifas anunciadas por Trump, incluindo as que incidem sobre aço, alumínio e automóveis.