Mundo

Breivik pode ser acusado de crime contra a humanidade

Anders Breivik é o principal suspeito do ataque considerado o maior massacre da história da Noruega desde a Segunda Guerra Mundial

Na segunda-feira, Breivik foi preso preventivamente por oito semanas, sendo quatro em isolamento total: a nova acusação prevê uma pena máxima de 30 anos de prisão (Jon-Are Berg-Jacobsen/AFP)

Na segunda-feira, Breivik foi preso preventivamente por oito semanas, sendo quatro em isolamento total: a nova acusação prevê uma pena máxima de 30 anos de prisão (Jon-Are Berg-Jacobsen/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de julho de 2011 às 08h47.

Oslo - A polícia norueguesa estuda a possibilidade de acusar o autor dos sangrentos atentados no país por crimes contra a humanidade, informou nesta terça-feira um jornal local, citando o promotor encarregado do caso. O ataque é considerado o maior massacre da história da Noruega desde a Segunda Guerra Mundial.

Esta acusação, que faz parte do Código Penal da Noruega desde 2008, prevê uma pena máxima de 30 anos de prisão.

De acordo com o jornal Aftenposten, o promotor Christian Hatlo afirmou que, por enquanto, a ideia trata-se apenas de uma possibilidade.

"Por enquanto a polícia se referiu ao parágrafo do Código relativo ao terrorismo, mas não descarta se valer de outras disposições da lei", disse à AFP um porta-voz. No entanto, "não foi tomada ainda nenhuma decisão definitiva", acrescentou.

Também nesta terça-feira, o ministro norueguês da Justiça, Knut Storberget, agredeceu nesta terça-feira ao "fantástico" trabalho que a polícia efetuou após os atentados.

"São pessoas que trabalharam muito mais do que se poderia esperar de qualquer um. Pessoas que interromperam férias e que participaram voluntariamente em toda Noruega", afirmou o ministro.

Storberget elogiou ainda o "aspecto qualitativo" do trabalho dos policiais, destacando o esforço de homens e mulheres para restabelecer a segurança e a normalidade no país após os ataques.

O principal suspeito pelos crimes é Anders Behring Breivik, 32 anos, que confessou ser o autor da explosão no centro de Oslo e do massacre na ilha de Utoya, que deixaram 76 mortos no país segundo o último balanço divulgado.

Na segunda-feira, Breivik foi preso preventivamente por oito semanas, sendo quatro em isolamento total. A pena, de acordo com o juiz Kim Heger, poderá ser renovada.

Em defesa de Breivik, seu advogado afirmou que o rapaz estava totalmente "desconectado" do país em que vivia.

Durante a audiência, o suspeito afirmou que com os atentados pretendia defender a Noruega e a Europa Ocidental contra uma invasão muçulmana e o marxismo e que seu objetivo era causar o maior número possível de vítimas, contou Heger.

De acordo com o promotor, o jovem disse estar disposto a passar toda a vida na cadeia. Seu pai, Jens Breivik, declarou que era melhor ele ter se suicidado do que matar tantas pessoas.

A polícia revisou na segunda-feira o número de vítimas nos ataques, reduzindo de 93 para 76. Foram 68 mortos no tiroteio contra um acampamento de verão da juventude trabalhista na ilha de Utoya e oito na explosão de uma bomba no prédio da sede do Governo, em Oslo.

O suspeito, que não teve autorização para comparecer de uniforme à audiência, aludiu à existência de "outras duas células" de sua organização, afirmou Geir Engebretsen, funcionário do Tribunal, em entrevista aos jornalistas.

A audiência durou 40 minutos e foi realizada a portas fechadas por expresso pedido da polícia.

Acompanhe tudo sobre:EuropaJustiçaMassacresNoruegaPaíses ricosPrisões

Mais de Mundo

Agências vinculadas ao Departamento de Saúde dos EUA iniciam demissões em massa

Chefe da diplomacia da UE denuncia evidências 'esmagadoras' de crimes de guerra na Ucrânia

Musk: doações milionárias influenciam na eleição da Suprema Corte de Wisconsin

Incêndio em concessionária da Tesla destrói pelo menos 17 carros na Itália