Sayfullo Saipov: Saipov disse que seus atos foram inspirados por vídeos do EI (Divulgação/Reuters)
EFE
Publicado em 1 de novembro de 2017 às 21h09.
Última atualização em 1 de novembro de 2017 às 22h11.
Nova York - O imigrante uzbeque que ontem atropelou e matou oito pessoas em Nova York foi formalmente acusado nesta quarta-feira de fornecer recursos e material de apoio ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI), segundo a Justiça dos Estados Unidos.
O suposto responsável pelo atentado terrorista é Sayfullo Saipov, que chegou aos EUA em março de 2010 favorecido por um programa de concessão de vistos a cidadãos de países com baixo histórico de emigrantes para o país norte-americano.
De acordo com os documentos divulgados pela Procuradoria Federal do distrito sul de Nova York e apresentados à juíza responsável pelo caso, Barbara C. Moses, Saipov também é acusado de violência e destruição com veículo.
As acusações, descritas pela agente do FBI Amber Tyree, sustentam que Saipov, depois de cometer o atentado, saiu do veículo que conduzia gritando "Alá é grande", em árabe.
Perto do local, e dentro de uma bolsa preta, foram encontradas uma carteira de motorista do estado da Flórida em nome de Saipov e três armas brancas.
Dentro do veículo havia dois telefones celulares que Saipov supostamente utilizou, e perto da caminhonete um documento com um texto em árabe e em inglês, que inclui termos que as autoridades atribuem aos usados por seguidores do EI.
Nas declarações que fez aos agentes policiais, segundo o documento, Saipov disse que seus atos foram inspirados por vídeos do EI e acrescentou que estava há cerca de um ano planejando um ataque nos Estados Unidos.
Há dois meses, segundo o documento, o agora detido "decidiu usar uma caminhonete para causar um dano máximo contra civis".
Também indica que Saipov escolheu a data de 31 de outubro pela ideia que causaria um maior número de vítimas devido ao tradicional desfile de Halloween que acontece em Nova Iorque.
"Durante o interrogatório com os agentes da lei, Saipov pediu que fosse colocada uma bandeira do EI no quarto do hospital onde está e afirmou que sentia-se bem pelo que tinha feito", de acordo com o documento divulgado pela procuradoria.
Um dos telefones celulares apreendidos contém vídeos distribuídos pelo EI, assim como 3.800 imagens, muitas das quais parecem ser propaganda desse grupo terrorista.