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Ativista gay acredita em reconhecimento da igualdade de direitos

Apesar da resistência de 55% da população ao direito à união estável para homossexuais, a resposta da sociedade à causa gay avançou nos últimos anos, avalia ABGLT

Segundo o presidente da associação, o avanço é muito grande: “em 1995, tínhamos 7% de apoio [à união estável]. Em 15 anos, chegamos a 45%” (Antonio Cruz/ABr)

Segundo o presidente da associação, o avanço é muito grande: “em 1995, tínhamos 7% de apoio [à união estável]. Em 15 anos, chegamos a 45%” (Antonio Cruz/ABr)

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Da Redação

Publicado em 28 de julho de 2011 às 14h54.

Brasília - Apesar da resistência de 55% da população ao direito à união estável para pessoas do mesmo sexo, a resposta da sociedade às causas homossexuais avançou nos últimos anos e a tendência é que mais brasileiros reconheçam a igualdade de direitos a partir de agora. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que considera positivo o resultado de levantamento do Ibope Inteligência divulgado hoje (28).

A pesquisa apontou que 55% da população brasileira é contra a união estável entre homossexuais e 45% é a favor. Em relação à adoção de crianças por casais gays, a proporção foi a mesma.

“Em 1995, tínhamos 7% de apoio [à união estável]. Em 15 anos, chegamos a 45%, estamos avançando”, avaliou Reis.

A pesquisa mostrou que entre os mais jovens, as mulheres e os mais escolarizados, há menos resistência à igualdade de direitos entre heterossexuais e homossexuais, o que, segundo Reis, é ainda mais significativo para comprovar que houve avanços.

“Ganhamos muito apoio entre os jovens, entre os universitários. Entre os católicos, os que são a favor agora já são 50%. Daqui a dez anos teremos o reconhecimento da igualdade de direitos”, calcula.

A união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, por unanimidade. Segundo Reis, a decisão da Corte de alguma maneira adiantou as mudanças de percepção sobre os direitos homossexuais que devem acontecer na sociedade brasileira nos próximos anos. “Não é uma cultura que se muda de um dia para o outro, mas estamos nesse movimento. O STF esteve à frente.”

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