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Arquidiocese polonesa pede a sacerdotes que não usem emoticons

A cúria de Poznan reconhece que o uso de emoticons é algo comum nas redes sociais, mas pede que não seja parte das comunicações da Igreja

Emoji: "Não se trata de um fenômeno muito grave, mas vemos que alguns sacerdotes estão tentando ser modernos" (Miguel Medina/AFP)

Emoji: "Não se trata de um fenômeno muito grave, mas vemos que alguns sacerdotes estão tentando ser modernos" (Miguel Medina/AFP)

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EFE

Publicado em 11 de agosto de 2017 às 16h11.

Varsóvia - A Arquidiocese de Poznan, no oeste da Polônia, pediu nesta sexta-feira aos seus sacerdotes que não usem emoticons nas mensagens paroquiais, "já que estes podem ser percebidos como um comportamento infantil".

Em um comunicado, a cúria de Poznan reconhece que o uso de emoticons é algo comum no âmbito das redes sociais, mas, mesmo assim, pede que não seja parte das comunicações da Igreja.

A arquidiocese acredita que o uso de emoticons pode fazer com que a informação de conteúdo religioso seja recebida como algo "banal".

O porta-voz da cúria de Poznan, o padre Maciej Szczepaniak, declarou a meios de comunicação locais que nos últimos anos se observou como se tornou mais popular o emprego de emoticons em anúncios paroquiais e sítios vinculados com a Igreja.

"Não se trata de um fenômeno muito grave, mas vemos que alguns sacerdotes estão tentando ser modernos quando se dirigem aos jovens, inclusive escrevem comunicações paroquiais em uma linguagem similar à usada nas redes sociais, e é precisamente a eles a quem se dirige esta petição", destacou Szczepaniak.

Para o porta-voz eclesiástico, a escritura de anúncios paroquiais e comunicações oficiais da paróquia "é algo muito sério, e os sacerdotes devem escrever de uma maneira comunicativa, mas também concisa e séria".

Para esse mesmo porta-voz o uso de emoticons faz com que às vezes os sacerdotes não prestem a atenção devida ao conteúdo da mensagem, e escrevam comunicados que podem ser percebidos pela sociedade como infantis.

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