Mundo

Alexandre Padilha vira opção na Saúde para barrar Ciro

Solução agrada ao PT, que retoma o ministério, atualmente nas mãos do PMDB

A presidente eleita, Dilma Rousseff: O PSB tem assegurado dois ministérios: o da Integração Nacional e dos Portos (AGÊNCIA BRASIL)

A presidente eleita, Dilma Rousseff: O PSB tem assegurado dois ministérios: o da Integração Nacional e dos Portos (AGÊNCIA BRASIL)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de dezembro de 2010 às 07h26.

São Paulo - Sem encontrar um expoente técnico com capacidade de dar projeção nacional ao Ministério da Saúde, e sob pressão pelo desejo do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de assumir a pasta, a presidente eleita, Dilma Rousseff, deve dar uma solução política e caseira e nomear para o cargo o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). A solução agrada ao PT, que retoma o ministério, atualmente nas mãos do PMDB. Dilma fecha nesta semana o quebra-cabeça ministerial com a confirmação das cotas do PSB, do PCdoB e a conclusão dos ministros petistas.

A pasta da Saúde passou a ser alvo de cobiça de Ciro Gomes. O PSB, no entanto, não tinha incluído essa demanda nas conversas entre o presidente da legenda e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a presidente eleita. O PSB tem assegurado dois ministérios: o da Integração Nacional e dos Portos, que será incrementado com a inclusão de atribuições hoje a cargo da Infraero, como a administração dos aeroportos brasileiros.

O ministério passou a ser atraente com as obras previstas nos aeroportos a partir do próximo ano para atender a compromissos decorrentes da Copa do Mundo, em 2014. Inicialmente tranquila, a definição da cota do PSB virou um problema depois que Dilma convidou Ciro para integrar o primeiro escalão. O PSB, que não o indicou, ficou na situação de não ter poder para vetá-lo. Com a entrada de Ciro, sai do jogo o deputado que representaria a bancada de 34 deputados no ministério.

O PSB considera um problema do PT e escolha pessoal da presidente Dilma, fora da cota partidária, a eventual indicação do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para o primeiro escalão. A saída de Valadares do Senado abriria vaga para o suplente José Eduardo Dutra (PT-SE), presidente do partido. Para o atual cargo de Padilha, o PT indicou o deputado Luiz Sérgio (RJ). O nome do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), passou a ser cogitado após ter sido derrotado pelo deputado Marco Maia (PT-RS) na disputa pela indicação da bancada petista para concorrer à presidência da Câmara.

Com 11 ministérios já assegurados, o PT deve inovar no governo Dilma com a indicação do atual secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, para o Ministério da Cultura. Faltam as confirmações dos nomes para o Ministério de Desenvolvimento Agrário e para o Ministério do Desenvolvimento Social, a pasta do programa Bolsa-Família. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Acompanhe tudo sobre:AviaçãoEmpresas estataisEstatais brasileirasGoverno DilmaInfraeroPartidos políticosPolítica no BrasilPT – Partido dos TrabalhadoresServiços

Mais de Mundo

EUA afirmam que 'mais de 50 países' já pediram revisão das tarifas de Trump

Israel ataca Hezbollah no sul do Líbano durante visita de enviada dos EUA

Macron propõe "ações fortes" contra a Rússia se continuar "dando as costas à paz"

Irã rejeita proposta dos EUA para negociações diretas sobre programa nuclear