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O que é a taxa de juros efetiva e como ela impacta o custo final do imóvel

Entenda como a taxa de juros efetiva influencia o valor total a ser pago em um financiamento imobiliário

A taxa de juros efetiva aumenta o valor final do imóvel, considerando custos extras além dos juros (M-image/Thinkstock)

A taxa de juros efetiva aumenta o valor final do imóvel, considerando custos extras além dos juros (M-image/Thinkstock)

Publicado em 26 de março de 2025 às 17h32.

A taxa de juros efetiva é um dos principais elementos a ser considerado ao financiar um imóvel, pois ela define o valor final que será pago por um bem que pode durar por décadas. Além de ser um fator determinante para o custo total do financiamento, entender como ela funciona pode ajudar os consumidores a planejar melhor suas finanças ao longo do tempo.

O que é a taxa de juros efetiva?

A taxa de juros efetiva representa o valor real que será pago ao longo do financiamento, pois leva em consideração a taxa de juros composta, bem como todos os custos adicionais envolvidos no processo. Enquanto a taxa de juros nominal é aquela divulgada pelas instituições financeiras como sendo o índice básico de juros, a taxa de juros efetiva inclui outros encargos e despesas que fazem parte do CET (Custo Efetivo Total), como taxas de abertura de crédito, seguros obrigatórios e eventuais custos administrativos. Portanto, a taxa de juros efetiva reflete o impacto total do financiamento no bolso do comprador.

É importante entender que a taxa de juros nominal pode parecer mais baixa à primeira vista, mas não representa o custo total do crédito, pois não inclui essas taxas extras. Por isso, ao calcular o custo de um financiamento, a taxa de juros efetiva é a que de fato impacta o valor final pago, tornando-se fundamental na hora de comparar as ofertas de crédito.

Como funciona a taxa de juros efetiva?

Quando o banco apresenta uma taxa de juros nominal, o consumidor pode achar que esse é o valor que pagará ao longo do financiamento. No entanto, a taxa de juros efetiva vai além e considera todos os custos adicionais aplicados durante o processo. O CET (Custo Efetivo Total) é um parâmetro essencial, pois inclui não apenas a taxa de juros, mas também outros custos como seguro de vida, taxas de abertura de crédito, e até mesmo a modalidade de amortização (como SAC ou PRICE).

Por exemplo, em um financiamento imobiliário, o banco pode anunciar uma taxa de juros nominal de 10% ao ano, mas, ao considerar o CET, que pode ser de 13%, o cliente perceberá que o valor que será efetivamente pago é mais alto. A taxa de juros efetiva reflete este valor total que o comprador precisará pagar, e é com esse número que ele deve se planejar financeiramente.

Exemplo

Vamos supor que você decida financiar um imóvel de R$ 200.000 por um período de 20 anos. O banco oferece uma taxa de juros nominal de 10% ao ano, mas o CET (Custo Efetivo Total) inclui outros custos, como taxas administrativas, seguros e encargos adicionais, resultando em uma taxa de juros efetiva de 13% ao ano. Nesse cenário, ao longo dos 20 anos, o valor final pago será muito superior ao valor financiado inicialmente, por causa da taxa de juros composta que se acumula.

Por exemplo, com uma taxa de juros efetiva de 13% ao ano, ao final do financiamento, o valor total pago poderia ultrapassar R$ 500.000, ou seja, o custo real do imóvel seria quase R$ 300.000 a mais do que o valor inicial do financiamento. Isso acontece porque a taxa de juros efetiva leva em conta todos os custos financeiros agregados ao crédito, não apenas a taxa nominal.

Impactos no custo final do imóvel

A taxa de juros efetiva impacta diretamente o valor total pago pelo comprador, tornando a compra de um imóvel mais cara do que a simples soma dos valores mensais das parcelas. Esse impacto pode ser ainda maior em financiamentos de longo prazo, como os de 20 ou 30 anos, onde o montante pago ao banco pode ser várias vezes superior ao valor do imóvel.

Além disso, a taxa de juros efetiva também pode variar dependendo da instituição financeira e das condições de mercado, como o comportamento da taxa Selic e a inflação. Portanto, antes de tomar qualquer decisão, é fundamental fazer uma avaliação para evitar surpresas no custo final do imóvel.

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