(Divulgação)
Redatora
Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 17h19.
Em abril de 1985, um anúncio mudou para sempre a história da Coca-Cola.
Isso porque, na década de 80, a Pepsi estava ganhando popularidade, ultrapassando as vendas de Coca-Cola. Para enfrentar a crise, a The Coca-Cola Company decidiu mudar a fórmula de sua bebida mais famosa pela primeira vez em quase um século, lançando a New Coke.
A mudança foi planejada com extrema cautela e embasada em uma grande pesquisa com mais de 200 mil testes cegos. Os resultados pareciam indiscutíveis: a maioria dos consumidores demonstrava preferência pelo novo sabor, que era mais doce e suave do que a fórmula tradicional.
Com esses dados em mãos, a The Coca-Cola Company tomou a decisão de substituir sua receita centenária. Em 23 de abril de 1985, a New Coke foi oficialmente lançada, acompanhada de nova embalagem.
A empresa acreditava que havia encontrado a solução ideal para enfrentar a concorrência da Pepsi e retomar sua posição dominante no mercado de refrigerantes. No entanto, a recepção do público não foi a esperada.
Em vez de celebrar a inovação, muitos consumidores reagiram de forma negativa. O que parecia ser uma jogada certeira de mercado rapidamente se transformou em um dos maiores fiascos da história do marketing.
O sabor poderia até ser melhor, mas ele não considerava algo ainda mais potente: o profundo vínculo emocional que as pessoas tinham com a Coca-Cola original.
A reação do público contrariou qualquer expectativa da marca e a decisão ficou imediatamente reconhecida como ‘o maior erro da história do marketing’.
Segundo a própria empresa, muitas pessoas entraram em pânico ou ficaram deprimidas pela perda de seu refrigerante preferido.
Pessoas encheram porões com estoques restantes da fórmula original, fizeram manifestações nas ruas, recolheram assinaturas e encheram a empresa com mais de 8 mil telefonemas indignados por dia.
Apenas 79 dias após o lançamento da New Coke, a The Coca-Company anunciou que traria a antiga receita de volta às prateleiras.
O lançamento foi um fracasso, mas acabou reforçando a identidade da marca e aprofundou a fidelidade do consumidor. Fatores que foram expressos nos resultados da companhia que voltou à liderança do mercado.
Relembrar esse caso clássico traz muitos aprendizados para profissionais de marketing e branding que perduram até hoje, 40 anos depois e mostra a importância de sempre considerar o fator emocional quando falamos em gestão de marcas.
Além disso, se reforça que os verdadeiros donos da marca são os consumidores. Empresas criam produtos, mas são os clientes que dão significado e valor a eles. Ao ignorar o apego emocional do público, a Coca-Cola sofreu as consequências de sua decisão.
Isso também traz a importância de pesquisas de mercado que vão além dos números. Estatísticas e dados são essenciais, mas entender os aspectos além da razão também é fundamental para decisões estratégicas.
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