Nova modalidade: Governo Federal promete aumentar a autonomia de trabalhadores do setor privado na hora de buscar uma modalidade de crédito com o consignado privado para CLT (rafastockbr/Freepik)
EXAME Solutions
Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 09h30.
Última atualização em 28 de fevereiro de 2025 às 10h24.
O mercado de crédito brasileiro se prepara para uma mudança significativa com a reformulação do empréstimo consignado privado para trabalhadores com carteira assinada. A iniciativa, sugerida pelo Governo Federal, promete eliminar a burocracia e aumentar a autonomia do trabalhador do setor privado na hora de buscar uma modalidade de crédito consignado.
Atualmente, o empréstimo consignado privado para CLT é restrito a bancos conveniados com as empresas. Além disso, o colaborador precisa de uma autorização do RH da sua empresa para contratar o empréstimo.
Com o novo modelo anunciado, o Governo Federal quer alterar essa dinâmica, permitindo que o trabalhador contrate o empréstimo consignado privado diretamente com o banco de sua preferência, e sem a necessidade de intermediação do RH de seu empregador.
“Hoje, o consignado privado depende muito de parcerias entre bancos e empresas, o que limita as opções do trabalhador e cria uma barreira burocrática com a necessidade de aval do RH. A principal vantagem do novo modelo é justamente essa liberdade: o trabalhador passa a ter o poder de escolha, podendo buscar as melhores condições diretamente com o banco, algo que deve aquecer o mercado e beneficiar quem mais precisa de crédito ágil e acessível”, analisa André Carnevale, superintendente executivo de produtos do Banco PAN.
Ecossistema integrado e juros menores
De acordo com informações divulgadas pelo Governo Federal, o novo modelo de empréstimo consignado privado, com lançamento previsto para março deste ano, será viabilizado por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, centralizando as informações do profissional e facilitando a análise de crédito por parte do banco. A plataforma será integrada ao eSocial, sistema que reúne informações trabalhistas e previdenciárias dos colaboradores.
“A integração com o eSocial e a Carteira de Trabalho digital é um divisor de águas. Ela permite que os bancos tenham acesso rápido e seguro aos dados do trabalhador, como renda e vínculo empregatício, agilizando a análise de crédito. Isso reduz custos operacionais e, com mais eficiência, abre espaço para oferecer taxas de juros mais competitivas, algo que o Banco PAN já está alinhado para aproveitar”, explica o executivo.
Além de uma maior autonomia para o trabalhador, que poderá escolher o banco e as condições de empréstimo mais adequadas às suas necessidades, outra vantagem do novo modelo é a possibilidade de ofertas com taxas de juros menores, isso porque, com mais bancos podendo oferecer a modalidade, a tendência é que a concorrência resulte em taxas de juros mais competitivas.
Além disso, o pagamento do empréstimo acontece mediante desconto direto na folha de pagamento, trazendo mais segurança para o banco e a possibilidade de ofertas com taxas melhores. A agilidade do processo também chama atenção positivamente: quando aprovado, o valor do empréstimo cai no mesmo dia na conta indicada pelo trabalhador.
Players já estão preparados
A reformulação do consignado privado para trabalhadores com carteira assinada (CLT) representa um avanço importante na democratização do acesso ao crédito no Brasil. No caso do Banco PAN, Carnevale destaca que a instituição está preparada para atender à demanda do novo modelo de consignado privado.
A plataforma 100% digital do banco oferece total autonomia para o cliente na contratação e gestão do seu empréstimo, desde a simulação até a assinatura do contrato.
“O Banco PAN está preparado para essa nova fase do consignado privado. Nossa plataforma digital já permite que o cliente simule, contrate e gerencie tudo de forma simples e rápida. Com a chegada do novo modelo, vamos reforçar nosso posicionamento oferecendo taxas competitivas e uma experiência fluida, alinhada com a proposta do governo de dar poder de escolha ao trabalhador”, diz Carnevale.