Mercados

S&P corta ratings de crédito soberano da Grécia

Opções políticas do governo grego estão diminuindo por causa do enfraquecimento das perspectivas de crescimento econômico do país

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h45.

Madri - A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou os ratings de crédito soberano de longo e curto prazos da Grécia para BB+ e B, respectivamente, de BBB+ e A-2. A perspectiva para os ratings é negativa.

"O rebaixamento resulta de nossa avaliação atualizada dos desafios políticos, econômicos e orçamentários que o governo grego enfrenta em seus esforços para colocar o ônus da dívida pública em uma trajetória de baixa sustentada", afirmou Marko Mrsnik, analista da S&P, em comunicado.

Segundo a S&P, as opções políticas do governo grego estão diminuindo por causa do enfraquecimento das perspectivas de crescimento econômico do país, em um momento em que as pressões por medidas de ajuste fiscal mais fortes estão subindo. "Além disso, na nossa opinião, os riscos de médio prazo relacionados ao alto ônus da dívida do governo estão crescendo, apesar dos planos de consolidação fiscal já razoáveis do governo", acrescentou a agência.

A S&P afirmou acreditar que um programa de suporte da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Grécia é provável. No entanto, observou a agência, as pressões para planos fiscais mais agressivos e amplos estão aumentando. "Nas nossas projeções revisadas, prevemos que a relação entre a dívida líquida geral do governo e o PIB atingirá 124% em 2010 e 131% em 2011", disse a S&P. As informações são da Dow Jones.

Acompanhe tudo sobre:Agências de ratingCrise gregaEuropaGréciaIndicadores econômicosMercado financeiroPiigsRating

Mais de Mercados

Tarifas de Trump: Apple perde US$ 250 bilhões em valor de mercado

Stellantis anuncia demissão de funcionários nos EUA após tarifas; ações caem 9% em NY

Tarifaço de Trump: por que o dólar está caindo?

Embraer (EMBR3) e WEG (WEGE3): quais as empresas brasileiras mais afetadas pelo tarifaço de Trump