A decisão de Trump de impor uma tarifa de 10% sobre os bens importados de qualquer país para os Estados Unidos, além de tarifas mais altas para 60 países com um déficit comercial persistente com os EUA, gerou grande preocupação nos mercados do mundo todo.
As tarifas, que afetam países como China, Japão e membros da União Europeia, são adicionais às já existentes contra o Canadá e o México. As tarifas também se estendem a regiões próximas à Antártica, habitadas apenas por pinguins, como anunciou a Casa Branca. O território mais taxado por Trump, por exemplo, é um 'pedaço' da França com menos de 6 mil habitantes.
A nota do JPMorgan alerta que as tarifas podem atuar como um aumento de imposto de fato para os lares e empresas dos EUA.
Com o aumento nos custos dos produtos importados, itens do cotidiano como café, açúcar e roupas podem ficar mais caros, além de grandes compras como automóveis e eletrodomésticos. Os economistas do banco estimam que o aumento das tarifas elevou a taxa média de impostos nos EUA em cerca de 22 pontos percentuais, resultando em uma carga tributária equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Na nota, o JPMorgan compara o efeito das tarifas ao maior aumento de impostos desde a Segunda Guerra Mundial, alertando que o dano econômico poderia se agravar caso outros países adotem represálias, o sentimento de negócios nos EUA diminua ou as cadeias de suprimento globais sejam afetadas.
Embora a perspectiva seja pessimista, os economistas do JPMorgan sugerem que a recessão não é inevitável.
Eles observaram que a economia global ainda poderia resistir ao choque caso as políticas sejam ajustadas ou revertidas nas próximas semanas. No entanto, a implementação completa dessas tarifas é vista como um choque macroeconômico significativo que poderia levar os EUA, e possivelmente o mundo, a uma recessão neste ano.