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Resultado primário do setor público, PMI da China e tarifas americanas: o que move o mercado

As empresas Lojas Marisa, Cruzeiro do Sul e Orizon divulgam seus balanços do quarto trimestre após o fechamento do mercado.

Mercados globais operaram em forte queda devido à expectativa de novas tarifas dos Estados Unidos (Divulgação/Exame)

Mercados globais operaram em forte queda devido à expectativa de novas tarifas dos Estados Unidos (Divulgação/Exame)

Carolina Ingizza
Carolina Ingizza

Redatora na Exame

Publicado em 31 de março de 2025 às 08h01.

Nesta segunda-feira, 31, os mercados iniciam a semana atentos a uma agenda carregada de indicadores econômicos no Brasil e no exterior.

No cenário doméstico, o Banco Central do Brasil (BCB) divulga às 8h25 o Boletim Focus, com as projeções do mercado para inflação, PIB, juros e câmbio. Logo depois, às 8h30, sai o resultado primário do setor público de fevereiro. Ainda pela manhã, às 9h, serão divulgadas as Estatísticas Bancárias Internacionais (EBI) e as Estatísticas de Títulos de Dívida, ambas referentes ao quarto trimestre de 2024.

Às 10h, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publica o Índice de Confiança do Empresário Industrial setorial de março, enquanto a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga às 10h15 o Índice de Incerteza da Economia do mês.

No exterior, o destaque fica por conta da inflação ao consumidor (CPI) preliminar da Alemanha, que será divulgada às 9h. Nos Estados Unidos, às 10h45, sai o PMI de Chicago.

No campo corporativo, as empresas Lojas Marisa, Cruzeiro do Sul e Orizon divulgam seus balanços do quarto trimestre após o fechamento do mercado.

Mercados internacionais

Os mercados globais operaram em forte queda devido à expectativa de novas tarifas dos Estados Unidos, que devem ser anunciadas nesta quarta-feira, 2, pelo presidente Donald Trump. O governo americano tem chamado a data de “Dia da Libertação”.

Trump segue firme em sua estratégia protecionista. Segundo o Wall Street Journal, o presidente tem incentivado seus assessores a adotarem uma postura ainda mais agressiva em relação às tarifas. Em entrevista à NBC News no sábado, o presidente americano afirmou que “não poderia se importar menos” caso montadoras estrangeiras elevem seus preços devido às tarifas de 25% sobre todos os carros fabricados fora dos EUA.

No Japão, o Nikkei 225 recuou 4,05%, entrando em território de correção. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 3% e o Kosdaq caiu 3,01%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 1,74%.

Na China, o CSI 300 fechou em baixa de 0,71%, e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,31%. O PMI industrial do país registrou 50,5 pontos em março, em linha com as projeções e acima dos 50,2 pontos do mês anterior.

Na Europa, os mercados abriram em queda, com o Stoxx 600 recuando 1,3%. O setor automotivo foi um dos mais afetados: as ações de Volkswagen, Mercedes-Benz e Renault perderam 3,2%, 2,7% e 3,5%, respectivamente.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros também caíam, com os futuros do Dow Jones recuando 0,6%, os futuros do S&P 500 caindo 0,9% e os futuros do Nasdaq-100 perdendo 1,2%.

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