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'Índice do Medo' de Wall Street dispara com caos tarifário e chega aos níveis da covid

Retaliação da China às tarifas de Trump instalou pânico nos mercados; bolsas caem em todo o mundo e o dólar dispara

Índice caminha para a maior alta semanal desde fevereiero de 2020, auge da Covid (TIMOTHY A. CLARY/AFP/Getty Images)

Índice caminha para a maior alta semanal desde fevereiero de 2020, auge da Covid (TIMOTHY A. CLARY/AFP/Getty Images)

Juliana Alves
Juliana Alves

Repórter de mercados

Publicado em 4 de abril de 2025 às 11h50.

Última atualização em 4 de abril de 2025 às 12h28.

O VIX (Volatility Index, na sigla em inglês), considerado um termômetro do medo em Wall Street, disparou nesta sexta-feira, 4, após o anúncio da China de que vai retaliar os Estados Unidos, com uma tarifa de 34% sobre todos os produtos que vêm do país.

Por volta das 11h30, o indicador subia 33,58%, para os 40,10 pontos.

O índice chegou a bater os 45,54 pontos, antes de voltar para um patamar próximo dos 40. Se fechar o dia acima desse patamar, seria a maior alta em quatro anos, desde outubro de 2020, quando temores de uma volta da covid e incertezas em relação as eleições americanas agitaram os mercados.

O que é o VIX, o índice do medo?

O VIX é baseado em preços de opções ligadas ao S&P 500 e mede a volatilidade esperada. No longo prazo, o indicador fica em torno do patamar dos 20 pontos. Níveis mais altos geralmente indicam incerteza elevada.

A última vez que o VIX teve uma forte alta foi em agosto do ano passado, quando uma implosão de valorização do iene japonês encerrou um carry trade histórico e trouxe incerteza ao mercado.

Naquela ocasião, contudo, o mercado voltou rapidamente. Dessa vez, o nervosismo parece mais prolongado. O VIX está caminhando para sua maior alta semanal desde fevereiro de 2020, no auge da covid.

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