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Dólar tem leve queda no balcão, na contramão do exterior

No fim, a moeda americana à vista cedeu 0,22%, aos R$ 2,2230, na contramão do exterior, onde o dólar sustentava ganhos ante outros países


	Focus reajusta projeção do PIB de 0,97% para 0,90% - abaixo do 1,8% previsto pelo governo
 (Getty Images)

Focus reajusta projeção do PIB de 0,97% para 0,90% - abaixo do 1,8% previsto pelo governo (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 28 de julho de 2014 às 18h36.

São Paulo - O dólar até chegou a sustentar leves ganhos ante o real nesta segunda-feira, 28, mas a moeda americana virou para o território negativo à tarde, em meio a um fluxo de entrada de recursos que, em um ambiente de liquidez mais baixa, tirou sua força.

No fim, a moeda americana à vista cedeu 0,22%, aos R$ 2,2230, na contramão do exterior, onde o dólar sustentava ganhos ante outras divisas de países ligados a commodities ou emergentes.

No exterior, os investidores aguardavam o desdobramento de eventos importantes nesta semana, como a decisão de política monetária do Federal Reserve, a primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) americano e os dados oficiais de emprego.

No Brasil, o boletim Focus mostrou que o mercado espera um crescimento menor para o PIB brasileiro em 2014. A projeção mediana passou de 0,97% para 0,90% - bem abaixo do 1,8% previsto oficialmente pelo governo. O PIB para 2015 previsto na Focus permaneceu em 1,5%.

Já a inflação medida pelo IPCA para 2014 caiu levemente de 6,44% para 6,41%. No caso de 2015, a inflação projetada pelo mercado subiu de 6,12% para 6,21%.

No caso da taxa de câmbio, a projeção é de um dólar a R$ 2,35 no fim deste ano, mesmo patamar verificado na semana passada. Para 2015, o dólar projetado é de R$ 2,50.

Durante o dia, o dólar voltou a ter oscilações estreitas e giro contido. Na cotação máxima, vista às 10h48, a moeda marcou R$ 2,2340 (+0,27%) e, na mínima, verificada perto das 15 horas e também no fechamento, atingiu R$ 2,2230 (-0,22%). Da máxima para a mínima a moeda oscilou apenas -0,49%, em um claro sinal de acomodação.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, citaram a expectativa com os dados americanos, a serem divulgados ainda esta semana, e também com eventos específicos para o câmbio no Brasil: a formação da ptax de fim de mês, na próxima quinta-feira, e a conclusão da rolagem dos swaps que vencem em 1º de agosto.

Pela manhã, o Banco Central vendeu 4 mil contratos de swap, em operação equivalente à vende de dólares no mercado futuro, injetando US$ 198,7 milhões no sistema. Outros 7 mil contratos foram vendidos na segunda operação (US$ 346 milhões), desta vez para rolagem dos vencimentos de agosto.

No exterior, perto das 18 horas, o dólar subia 0,12% ante o dólar neozelandês, avançava 0,63% ante o rand sul-africano, tinha alta de 0,25% ante a lira turca e subia 1,18% ante o rublo russo.

No entanto, a moeda americana caía 0,10% ante o dólar australiano e tinha baixa de 0,13% ante o dólar canadense. O dólar Index, que considera uma cesta de moedas, estava estável.

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