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Dólar tem 5º queda seguida e vai a R$3,10, menor nível em 1 mês

Após a reforma da Previdência ser votada na comissão da Câmara na semana passada com poucas alterações, o mercado financeiro ficou mais animado

Dólar: o dólar recuou 0,58%, a 3,1060 reais na venda, acumulando perdas de 2,81% em cinco pregões seguidos (iStock/Thinkstock)

Dólar: o dólar recuou 0,58%, a 3,1060 reais na venda, acumulando perdas de 2,81% em cinco pregões seguidos (iStock/Thinkstock)

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Reuters

Publicado em 15 de maio de 2017 às 17h22.

São Paulo - O dólar foi ao patamar de 3,10 reais nesta segunda-feira, cravando o quinto pregão seguido de queda e no menor nível em quase um mês, com os investidores ainda animados com o andamento das reformas no Congresso Nacional e o cenário externo.

O dólar recuou 0,58 por cento, a 3,1060 reais na venda, acumulando perdas de 2,81 por cento em cinco pregões seguidos. Este foi o menor patamar de fechamento desde 17 de abril (3,1044 reais).

Na mínima do dia, a moeda norte-americana já havida ido a 3,0960 reais.

"O mercado está otimista em relação à reformas. O dólar ir abaixo de 3,10 reais e ficar lá depende de Brasília", afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mario Battistel.

Após a reforma da Previdência ser votada na comissão especial da Câmara dos Deputados na semana passada com poucas alterações via destaques, o mercado financeiro ficou mais animado e acredita que a matéria será aprovada até o fim deste semestre.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que definirá nesta semana a data para votação da matéria na Casa.

Além disso, o governo trabalha politicamente para garantir a votação da reforma trabalhista no Senado. O próprio presidente Michel Temer já pediu que a bancada do seu partido, o PMDB, ajude a acelerar a tramitação da matéria na Casa.

O dólar também foi influenciado nesta sessão pelo mercado externo, onde a moeda norte-americana recuava frente a uma cesta de moedas e a divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

Os mercados reagiram ao rali do petróleo, cujos preços chegaram a saltar mais de 3 por cento nesta sessão, depois que a Arábia Saudita e a Rússia informaram que os cortes de oferta precisam durar até 2018, um passo para estender o acordo liderado pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) para apoiar os preços.

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão, repetindo as decisões deste mês. Em junho, vencem 4,435 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

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