Mercados

Dólar sobe 2,28% e encosta em R$4,15, apesar de ação do BC

A moeda americana teve o maior avanço em três semanas e encostou em R$ 4,15, apesar de ofensiva do Banco Central


	Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro
 (Ricardo Moraes/Reuters)

Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 23 de setembro de 2015 às 17h40.

São Paulo - Depois de deixar o dólar inaugurar na terça-feira, 22, o patamar de R$ 4 e fechar no preço mais alto do Plano Real, o Banco Central resolveu adotar uma ação mais contundente nesta quarta-feira, 23.

Mas foi insuficiente para impedir a quinta valorização consecutiva, renovando o maior nível desde 1º de julho de 1994.

A moeda norte-americana terminou o dia em alta de 2,10%, a R$ 4,1350. Nesses cinco pregões em elevação, acumulou ganho de 7,88%. No mês, tem valorização de 13,82% e, no ano até agora, 55,74%.

No mercado futuro, o dólar para outubro também trabalhou pressionado e marcava, às 16h38, R$ 4,1480 (+2,14%).

O dólar até abriu a sessão em queda e recuou até a mínima de R$ 4,015 (-0,86%), na esteira da votação, entre ontem e hoje, dos vetos da presidente Dilma Rousseff a medidas que poderiam criar um gasto extra de R$ 127,9 bilhões aos cofres públicos até 2019.

Os parlamentares mantiveram 26 dos 32 vetos e os restantes, entre eles o que impede o aumento de até 78% dos salários do Judiciário, ainda serão apreciados.

É aí que começou a desconfiança: há ainda temor de que a conta chegue, caso o governo não reúna votos necessários para manter mais esses vetos.

Somado a esse temor, há ainda a preocupação com a perda de rating por mais uma agência, na esteira da Standard & Poor's (S&P). Vale destacar que uma equipe da Fitch está no Brasil, mas há esperança de que o corte dessa agência, quando vier, seja de apenas um degrau, mantendo o investment grade do País.

Em meio a esse quadro negativo e com a alta da moeda no exterior, o dólar virou ainda antes de completar uma hora de negociação e daí foi avançando até a máxima de R$ 4,1440 (+2,32%).

Na hora do almoço, quando a moeda estava no high do dia, o Banco Central chamou dois leilões de linha e ainda um novo de swap para amanhã.

Terminados os dois leilões, convocou outros dois leilões de linha para ainda hoje, mas nem isso impediu a moeda de subir. Segundo fonte, o BC visou garantir hedge e distensionar a curva de cupom cambial. Esse interlocutor garantiu que não há falta de liquidez no mercado.

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólarMoedasReal

Mais de Mercados

Dividendo e capex de Petrobras frustram investidores; ação cai 4%

Telefónica perde 49 milhões de euros em 2024, com baixas na América Latina

Ultrapar fecha quarto trimestre com queda no lucro, mas mantém crescimento na receita

Ray Dalio alerta que dívida crescente pode levar EUA a uma crise financeira