O foco dos mercados globais é para o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera. (Andrew Harkik/AFP)
Redação Exame
Publicado em 3 de abril de 2025 às 09h45.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 18h05.
O dólar fechou em forte queda nesta quinta-feira, 3, após o anúncio das tarifas de Donald Trump na véspera. Investidores reagem ao anúncio temendo uma recessão da economia dos Estados Unidos. No fim do chamado “Dia da Libertação”, Trump anunciou tarifas generalizadas de pelo menos 10% sobre importações americanas, com alíquotas ainda mais elevadas para alguns países.
Brasil sai ‘vencedor’ em tarifaço, mas incerteza global deve pesar na BolsaA moeda americana caiu 1,20%, chegando a R$ 5,6281. O dólar futuro era negociado a R$ 5,6655 (-1,12%) por volta das 17h. No exterior, o índice DXY, que mede a força da moeda americana ante seis divisas fortes, marcava queda de 1,61% perto do fechamento de NY.
O dólar comercial trata-se de milhares de dólares em transação no mercado de câmbio. Isso computa exportações, importações, transferências financeiras milionárias e que normalmente são feitas por grandes empresas e bancos.
Já o dólar turismo é comprado por pessoas físicas, normalmente em casas de câmbio, em menores quantidades para viagens ou até passado no cartão de crédito.
A cotação do dólar turismo é mais cara, pois são compras muito menores do câmbio, ao contrário das transações feitas por grandes empresas e instituições. Logo, seu custo operacional com transporte de notas e taxa de corretoras ficam mais alto.
Basicamente, o preço em relação ao real é calculado em função da disponibilidade de dólares no mercado brasileiro. Ou, seja, quando há uma grande quantidade de moeda norte-americana no país, a tendência é que o preço dela caia em relação ao real, já a baixa disponibilidade da moeda, por outro lado, faz com que o câmbio norte-americano se valorize em relação a nossa moeda.
O Banco Central também tem o poder intervir na cotação. Quando a moeda americana dispara, é comum que o órgão use parte de sua reserva para injetar dólares na economia. Com mais disponibilidade, a cotação da moeda americana tende a cair.
A queda do dólar frente ao real traz impactos significativos para a economia brasileira. Entre os principais efeitos estão: