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'Dia da Libertação' dos EUA; produção industrial e 60 anos do BC: o que move o mercado

Nesta quarta-feira, 2, os investidores aguardam a divulgação das novas tarifas comercias dos EUA

Carolina Ingizza
Carolina Ingizza

Redatora na Exame

Publicado em 2 de abril de 2025 às 07h30.

Os mercados globais operam, nesta quarta-feira, 2, com a expectativa da aguardada divulgação das novas tarifas comerciais dos Estados Unidos (EUA). O presidente Donald Trump batizou o dia como "Dia da Libertação" americana.

Trump deve anunciar, às 17h (horário de Brasília), a nova política tarifária do país. Entre as opções em discussão estão tarifas diferenciadas para cada parceiro comercial, uma alíquota universal de 20% sobre todas as importações e uma sobretaxa menos elevada para um grupo específico de países aliados.

Agenda econômica

Antes do anúncio de Trump, investidores acompanham uma agenda intensa de indicadores econômicos. Nos EUA, saem os dados de criação de empregos no setor privado em março (às 9h15), encomendas de bens duráveis de fevereiro (às 11h) e estoques de petróleo (às 11h30).

No Brasil, será divulgada a produção industrial de fevereiro (às 9h) e, ao longo da tarde, saem os dados de fluxo cambial semanal (às 14h30) e vendas de máquinas e equipamentos (às 14h00).

60 anos do Banco Central

Outro destaque do dia é a celebração dos 60 anos do Banco Central (BC). O evento ocorre ao longo do dia e contará com a presença do presidente Gabriel Galípolo, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os painéis programados, estão debates com ex-presidentes da instituição, como Gustavo Franco, Arminio Fraga e Henrique Meirelles.

Os investidores também monitoram a possível votação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica. Na véspera, o Senado aprovou o PL, que autoriza o Brasil a adotar medidas de retaliação econômica contra países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.

Mercados internacionais

Os mercados internacionais registraram movimentos variados nesta quarta-feira, 2. Na Ásia, o Nikkei 225, do Japão, avançou 0,28%, enquanto o Topix recuou 0,43%. O sul-coreano Kospi caiu 0,62%, e o Kosdaq perdeu 0,95%. Já o S&P/ASX 200, da Austrália, subiu 0,12%, e o índice de referência de Hong Kong, Hang Seng, encerrou o dia estável. O CSI 300, da China, recuou 0,08%.

Na Europa, os mercados operavam em baixa pela manhã. O Stoxx 600 registrava queda de 0,64%, pressionado pelo setor de saúde, que recuava 2% com temores de que o segmento não fique isento das novas tarifas. A alemã Bayer liderava as perdas, com desvalorização de 3,9%.

Nos EUA, os índices futuros também recuavam. Os contratos do S&P 500 caíam 0,16%, os do Nasdaq-100 perdiam 0,15%, e os do Dow Jones recuavam 0,15%.

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