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Dona do Outback tem prejuízo de US$ 79,5 milhões no 4º tri e tira operação no Brasil do balanço

Bloomin' Brands encerra 2024 com queda de receita, retração nas vendas nos EUA e impacto da venda das operações brasileiras para a Vinci Partners

Outback: em dezembro, a Bloomin’ Brands finalizou a venda da operação brasileira para a Vinci Partners (Divulgação)

Outback: em dezembro, a Bloomin’ Brands finalizou a venda da operação brasileira para a Vinci Partners (Divulgação)

Raquel Brandão
Raquel Brandão

Repórter Exame IN

Publicado em 26 de fevereiro de 2025 às 11h40.

Última atualização em 26 de fevereiro de 2025 às 11h48.

A Bloomin’ Brands, dona do Outback Steakhouse, registrou um prejuízo líquido de US$ 79,5 milhões no quarto trimestre de 2024, revertendo o lucro de US$ 43,3 milhões obtido no mesmo período do ano anterior. A receita da companhia caiu 9,3%, totalizando US$ 972 milhões, abaixo das projeções do mercado.

O desempenho foi afetado pela desaceleração nas vendas nos EUA, pelo aumento dos custos operacionais e pelo impacto contábil da venda de 67% das operações brasileiras para a Vinci Partners. Com a conclusão da transação, os resultados do Outback Brasil não são mais consolidados no balanço da empresa.

Desempenho nos EUA

As vendas comparáveis caíram na maioria das marcas da Bloomin’ Brands, refletindo menor tráfego de clientes e aumento nos custos operacionais:

  • Outback Steakhouse: -1,8%
  • Carrabba’s Italian Grill: -0,9%
  • Bonefish Grill: -1,5%
  • Fleming’s Prime Steakhouse: +3,0% (única marca com crescimento)

O Outback, principal bandeira da companhia, registrou uma queda de 4,7% no tráfego de clientes, evidenciando um cenário mais desafiador para o setor de casual dining nos Estados Unidos.

Impacto da venda do Outback Brasil

Em 30 de dezembro de 2024, a Bloomin’ Brands finalizou a venda da operação brasileira para a Vinci Partners, mantendo 33% de participação. A transação transformou os restaurantes do país em franquias, fazendo com que seus resultados deixassem de ser consolidados no balanço global da empresa.

A Vinci Partners já anunciou um plano de expansão agressivo, com previsão de dobrar o número de unidades no Brasil nos próximos anos, o que pode trazer novos ganhos financeiros para a Bloomin’ Brands via royalties de franquia.

Perspectivas para 2025

Para 2025, a Bloomin’ Brands projeta um lucro por ação ajustado entre US$ 1,20 e US$ 1,40, abaixo das estimativas anteriores. A empresa também prevê desafios como a inflação nos custos de commodities (2,5% a 3,5%) e o aumento das despesas trabalhistas entre 4% e 5%.

O plano de expansão para o ano inclui a abertura de 18 a 20 novos restaurantes próprios e cerca de 30 novas franquias, além de esforços para conter a perda de tráfego nas unidades já existentes.

Com os desafios operacionais e o impacto da saída do Brasil, a Bloomin’ Brands segue ajustando sua estratégia para manter a competitividade no mercado de casual dining.

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