San Martin: o azarão da Fifa que pode fazer história em 2025 (Giuseppe Maffia/DeFodi Images /Getty Images)
Repórter de POP
Publicado em 19 de novembro de 2024 às 12h26.
Última atualização em 19 de novembro de 2024 às 13h20.
Todo time de futebol tem suas conquistas e derrotas. Uns sobem nas séries regionais, outros conquistam um campeonato mundial. Há aqueles que até passam por uma temporada ruim e, eventualmente se recuperam. E existe a seleção de San Marino, 210ª equipe colocada no ranking da Fifa, considerada a "pior do mundo".
Nesta segunda-feira, 18, no entanto, o time conquistou um marco histórico no futebol: venceu Liechtenstein por 3 a 1, a terceira vitória da seleção desde 1986, quando começou a disputar partidas oficiais. O resultado foi tão positivo que o San Marino garantiu a liderança do Grupo 1 da Liga D da Liga das Nações, além do inédito acesso à Liga C da competição.
Experiência com público na Copa América pode servir de teste para a FIFA, alertam especialistasA ironia do caso é que, das agora três vitórias do San Marin, todas foram contra o Liechtenstein — que, vale dizer, está acima da equipe para qual perdeu no ranking da Fifa.: 1 a 0 em 2004, 1 a 0 no início deste ano, e agora o placar de 3 a 1 na última segunda-feira, 18.
A partida entre San Marino x Liechtenstein foi marcada por uma virada emocionante. Liechtenstein saiu na frente com um gol de Sele ainda no primeiro tempo, mas San Marino respondeu na etapa final. Os gols de Lazzari, Nanni e Golinucci selaram a vitória e deram ao time a chance de celebrar um marco histórico.
San Marino é considerado um dos menores países do mundo, com apenas 33 mil habitantes — menor que cidades litorâneas do Brasil, como Ilhabela (34.934), em São Paulo. A seleção de futebol do país, desde o primeiro jogo oficial, em 1986, disputou 210 partidas. Nos números gerais, foram três vitórias, 10 empates e 197 derrotas.
Agora, com a vitória contra o Liechtenstein, San Marino tem acesso garantido à Liga C e enfrentará seleções de maior nível técnico na próxima edição da Liga das Nações. Para os jogadores e torcedores, o momento representa uma rara chance de celebração e otimismo no futebol.