ESG

Patrocínio:

espro_fa64bd

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

Por que a Mars quer que as pessoas compartilhem o pacote de M&M’S

Em tempos de alimentação saudável e ESG, a fabricante de chocolates incentiva o autocontrole para permitir momentos de indulgência

Produção de M&Ms na fábrica da Mars (Mars/Divulgação)

Produção de M&Ms na fábrica da Mars (Mars/Divulgação)

RC

Rodrigo Caetano

Publicado em 1 de março de 2021 às 10h35.

Última atualização em 1 de março de 2021 às 10h47.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 10% das calorias ingeridas. Isso significa uma porção de, no máximo, 50g, ou um pacotinho de 100g dos confeitos M&M’S, fabricados pela empresa americana Mars. Só que nem todo pacote de M&M’S possui essa gramatura. Há opções de meio quilo, por exemplo. Como fazer, então, para que o consumidor não ultrapasse o limite diário de açúcar, mas siga comprando o chocolate em quantidades maiores?

Conheça o novo curso de ESG da Exame Academy

“Todos os nossos produtos que ultrapassam a quantidade de açúcar indicada pela OMS vêm com um aviso de que é para compartilhar”, afirma Mariana Lucena, diretora de assuntos corporativos da companhia. “Queremos que o consumidor tenha uma alimentação saudável, mas se permita alguns momentos de indulgência”. Lucena foi a convidada desta semana do podcast ESG de A a Z, produzido pela EXAME.

A onda de alimentação saudável no mercado de alimentos fez a Mars rever alguns posicionamentos. Além do incentivo ao compartilhamento das porções maiores, na publicidade, a empresa deixou de se comunicar com menores de 12 anos. Os M&M’S de desenho animado continuam a protagonizar as propagandas, mas a linguagem é voltada para adultos.

“Nunca fazemos uma piada que uma criança vai entender, por exemplo. Mesmo que ela tenha acesso ao conteúdo, não irá se identificar”, diz Lucena. “A ideia não é impedir a criança de consumir chocolate, mas sim deixar a tomada de decisão nas mãos do tutor. Uma criança não tem esse discernimento.”

Aposta

No final do ano passado, a Mars realizou no Brasil seu maior lançamento em oito anos. A empresa trouxe o M&M’S Crispy, versão do confeito que, na França, foi responsável por 46% da evolução da categoria de chocolates entre 2018 e 2019. No Reino Unido, o produto promoveu um crescimento de 17% para a marca no mesmo período.

O setor de chocolates foi intensamente afetado pela pandemia. O início do confinamento coincidiu com a páscoa, época mais movimentada para o setor. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o fechamento de pontos de venda provocou uma redução de 22% no consumo.

A Mars fez ajustes na operação para priorizar a proteção dos funcionários e ações de apoio a comunidades impactadas, como na Bahia, onde há um Centro de Pesquisa de Ciência do Cacau – o MCCS, com 150 famílias cujas crianças estudam na Escola Virgínia Mars, em parceria com o Município de Barro Preto. Desde agosto, a companhia vem observando sinais de melhoria nas vendas.

Assine a newsletter Exame.ESG e descubra como a sustentabilidade empresarial impacta diretamente a performance de seus investimentos

 

De 0 a 10 quanto você recomendaria Exame para um amigo ou parente?

Clicando em um dos números acima e finalizando sua avaliação você nos ajudará a melhorar ainda mais.

 

 

 

 

 

 

 

Acompanhe tudo sobre:acucarChocolateOMS (Organização Mundial da Saúde)

Mais de ESG

EXCLUSIVO: 55% das empresas paulistas acreditam que COP30 trará impacto positivo, diz Fecomercio

O ano pós tragédia: desastres climáticos no RS serão 5 vezes mais frequentes, diz estudo

Lembra dele? Cavalo Caramelo, resgatado nas enchentes do RS, virou símbolo das mudanças climáticas

Empresa do Paraná transforma três toneladas de PET por ano em solução para barcos